Venda de diamantes rende ao Estado 513,9 mil milhões de kwanzas

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A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM) obteve, até 31 de Dezembro de 2019, vendas e proveitos operacionais no valor de 513,994 mil milhões de kwanzas (1,406 mil milhões de dólares), contra 340,619 mil milhões (1,346 mil milhões de dólares) de 2018.

Apesar de não ter sido mencionado o volume de diamantes vendidos, o relatório de demonstrações financeiras da empresa, referentes aos dois últimos exercícios divulgado esta semana, indica que, em termos de comercialização da pedra preciosa, em 2019, facturou-se 509,9 mil milhões de kwanzas, equivalente a 1,39 mil milhões de dólares, superando a de 2018, cujo valor das vendas esteve à volta de 338,5 mil milhões de kwanzas (1,33 mil milhões de dólares).

Dados apurados apontam que, em 2019, o sector diamantífero em Angola produziu nove milhões, 121 mil e 515,07 quilates, explorados por 12 sociedades mineiras. Para 2020, o país prevê produzir oito milhões de quilates de diamantes, menos dois milhões do previsto.
Independentemente de ter elevada a sua facturação, a SODIAM suportou custos das mercadorias vendidas no valor de 473,9 mil milhões de kwanzas (1.2 mil milhões de dólares) e de perdas operacionais de 10,442 mil milhões de kwanzas (28,5 milhões de dólares), ligeiramente abaixo em relação a 2018.

O seu activo corrente passou de 99,9 mil milhões de kwanzas ( 339,3 mil milhões de dólares) para 163,6 mil milhões de kwanzas, enquanto os capitais próprios de 29,393 mil milhões de kwanzas (95,24 milhões de dólares) para 59,014 mil milhões (122,37 milhões de dólares). Sobre os empréstimos de médio e a longo prazo (no quadro do passivo não corrente), o relatório reporta 59,9 mil milhões de dólares (124,2 milhões de dólares), enquanto do passivo corrente de empréstimo de curto prazo 9,2 mil milhões de kwanzas (20,5 milhões de dólares). A SODIAM investiu, o ano passado, em subsidiárias e associadas, cerca de 40 mil milhões de kwanzas, valor significativo se comparado com 2018, em que a verba dispendida não ultrapassou os 30 mil milhões de kwanzas. Em termos de custos com o pesssoal, a empresa do ramo diamantífera, gastou 9,18 mil milhões de kwanzas (25,1 milhões de dólares), de amortização 1,75 mil milhões de kwanzas (4,7 milhões de dólares). Os resultados operacionais deram um total de 18,6 mil milhões de kwanzas (51 milhões de dolares) e os de não operacionais 3,4 mil milhões (9,3 milhões de dólares), enquanto os resultados financeiros 4,38 mil milhões de kwanzas à volta de 11,9 milhões de dólares.

Quanto aos resultados antes dos impostos, atingiram 19,63 mil milhões de kwanzas (53,71 mil milhões de dólares) e já os resultados líquidos do exercício de 2019, 9,91 mil milhões de kwanzas (27,134 milhões de dólares).

Proveitos sobem ligeiramente

As vendas e proveitos da Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM) sofreram um incremento de 58, 3 milhões de dólares em 2019. Em 2018, o valor alcançado era 1,338 milhões de dólares e em 2019, 1,395 milhões, enquanto, em termos de custos de mercadorias, 1,220 mil milhões de dólares para 1,296 mil milhões em 2019, registando uma diferença de 75,531 milhões de dólares. No seu relatório de balanço de 2018/2019, indica que a empresa diamantífera pagou em Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT), 26,581 milhões contra os 22 milhões, um diferencial ligeiro de 4,589 milhões de dólares.

A empresa manteve os investimentos em subsidiárias e associadas no valor de 79.501 em 2019, assinalando uma diferença mínima nas contas.
Sem os valores de fluxos de caixa, o movimento financeiro sofreu uma queda de 50 por cento, tendo diminuído 18.060 milhões de dólares para 9.102 milhões de dólares em 2019.

Empresa eleva empréstimo de curto prazo

Cerca de 20 milhões de dólares é quanto a SODIAM solicitou aos seus credores para cobertura de custos operacionais. O empréstimo de curto prazo saiu de 2.175 milhões de dólares em 2018 para 20.581.941 milhões de dólares em 2019, enquanto as contas a pagar de 41,787 milhões para 59, 799 milhões de dólares o ano passado.

A Delloite, o auditor independente, que avaliou as contas da empresa pública de vendas das pedras preciosas, considera que em 31 de Dezembro de 2019, as “rubricas investimentos em subsidiárias e associadas” e “contas a receber”, compreendem ao montante de 79,4 milhões de dólares. O valor é correspondente ao investimento financeiro e suprimentos concedidos à entidade “Victoria Holding, Limited”, na qual a empresa detém uma participação de 50 por cento do seu capital social e contas a receber daquela entidade de 74 milhões de dólares dos quais 60,9 milhões em 31 de Dezembro de 2018, sendo 50,2 milhões de dólares correspondem a juros suportados do financiamento contraído junto do Banco BIC no valor de 37,1 milhões. A auditora não obteve informações suficientes quanto à realização futura do investimento, suprimentos e das contas a receber da participada nem o montante de eventuais perdas e responsabilidades por registar naquela data decorrente da sua situação financeira.

Até Dezembro de 2019, a SODIAM tinha contas a receber da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA) no valor de 65,2 milhões de dólares e de outras entidades relacionadas no valor de 11,5 milhões de dólares. Em relação a contas a pagar a ENDIAMA de 2,5 milhões de dólares e mais 3,4 milhões de entidades relacionadas. Na rubrica “outros passivos correntes” à ENDIAMA de mais de 1 milhão de dólares e um empréstimo de 29,6 milhões de dólares do Tesouro Nacional. Dos clientes, tinham contas a receber de 1.8 milhões e a pagar a entidades e a fornecedores no valor de 2,9 milhões de dólares.

No decurso da análise à rubrica “Estado e outros entes públicos”, a Delloite verificou que se encontram contabilizados a crédito referente a 2019, um montante de 6,2 milhões de dólares e 5,5 milhões de 2018, que resulta de saldos migrados do anterior sistema contabilístico, bem como da ausência da compensação de pagamentos e regularização por parte da empresa.

Adicionalmente, a SODIAM implementou apenas desde o exercício de 2017, o procedimento de fazer às correcções fiscais (acréscimos e deduções à matéria colectável) prevista na Lei nº 19/14, de 22 de Outubro de 2014, necessárias para o correcto apuramento do Imposto Industrial de 2017.

Fonte: JA/BA

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