Vacina contra a malária é segura e 77% eficaz, garante estudo de Oxford

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A vacina que ainda está a ser testada é a primeira a cumprir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS). Sendo que a expetativa consiste em produzir 200 milhões de doses anualmente.

O imunizante contra a malária revelou uma eficácia recorde durante a realização de testes da Fase 2, aponta uma pesquisa divulgada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, aumentando assim a esperança de um tratamento para a malária – aquela que é uma das doenças mais mortíferas em todo o mundo, reporta um artigo publicado no site da CNN.

A malária é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito Anopheles. Estimando-se que 435 mil pessoas morram por ano, sendo a maioria crianças com menos de cinco anos.

Halidou Tinto, o principal autor do estudo, disse à CNN: “estes resultados são muito empolgantes, mostrando níveis de eficácia sem precedentes de uma vacina que foi bem tolerada no nosso programa de teste”.

“Estamos ansiosos para o próximo ensaio de fase 3 para demonstrar dados de segurança e eficácia em larga escala para uma vacina que é extremamente necessária nesta região”.

As crianças vacinadas tinham entre 5 a 17 meses e foram divididas em três grupos. De acordo com os investigadores, o grupo ao qual foi administrada a dose mais elevada da R21 apresentava um risco 77% menor de contrair a doença, “e 71% no grupo de dose mais baixa, ao longo de 12 meses de acompanhamento”, informou um comunicado emitido à imprensa. Mais ainda, foi constatado que “não houve eventos adversos graves relacionados à vacina”.

Entrada na Fase 3

Atualmente, os cientistas, juntamente com os parceiros Serum Institute of India e a farmacêutica Novavax, estão a recrutar voluntários para um ensaio de Fase 3 “para avaliar a segurança e eficácia em larga escala em 4.800 crianças, com idades entre 5 e 36 meses, em quatro países africanos”.

A CNN refere que no futuro a expetativa é produzir pelo menos 200 milhões de doses anualmente, o que teria um “grande impacto na saúde pública se o licenciamento for obtido”, diz a universidade de Oxford.

A região africana foi o lar de 94% de todos os casos e mortes por malária em 2019, de acordo com a OMS.

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