Trabalhos para remoção da grua do Prenda já arrancaram e vão custar ao Estado mais de 50 milhões de kwanzas

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Os trabalhos para a desmontagem da grua no Prenda, na zona do Lote 22, no Município de Luanda, província com o mesmo nome, arrancaram esta sexta-feira, 15, para o alívio de mais de 400 pessoas que viviam em perigo devido ao risco de queda do equipamento, instalado no local há mais de 40 anos.

Cerca de oito famílias que moram nas proximidades da grua, instalada naquele recinto desde 1974, receberam do Governo Provincial de Luanda (GPL), na segunda-feira, 11, o valor de 120 mil kwanzas, para arrendarem outras casas até à remoção da grua.

O governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, que testemunhou o início da obra, disse à imprensa que os trabalhos vão durar três meses e que as famílias retiradas do local irão regressar no fim desse período, já para casas construídas pelo Governo.

“As famílias deixaram as residências sem qualquer situação desagradável e vão provisoriamente habitar fora desse local para depois criamos as condições para repor essas residências, senão houver outra solução”, referiu o governador de Luanda.

Sérgio Luther Rescova salientou que a retirada da grua pode vir a ter, do ponto de vista técnico, outra complexidade, mas que tudo irá depender da colaboração dos munícipes, que segundo contou têm sido exemplares.

Quanto aos custos, o governador de Luanda referiu que o GPL tem o custo inicial avaliado em mais de 50 milhões de kwanzas, e que oportunamente será dado a conhecer o valor global.

Segundo Sérgio Luther Rescova, o os motivos que fizeram com que a grua ainda não tenha sido retirada nestes 40 anos têm a ver com os custos inicialmente previstos.

“Durante esse tempo foram aparecendo várias propostas, muito mais altas que esta, se fôssemos por elas, teríamos muitas dificuldades de tirar a grua”, afirmou.

O governador de Luanda espera que tudo corra dentro do tempo previsto, e que não haja constrangimento de maior.

Já Nelson Borges, presidente da comissão de moradores da zona 6, no Prenda, disse aos jornalistas que o processo de retirada das famílias foi pacífico e sem constrangimentos, acrescentando que os vizinhos retirados do local estão a arrendar outras residências próximas do bairro, para não terem problema de maior no futuro.

Nelson Borges explicou também que os moradores abrangidos receberam do Governo 120 mil kwanzas para arrendarem outras habitações, por três meses, até à conclusão das obras.

Fernando Júnior, empreiteiro da obra, assegurou que os trabalhos de demolição das primeiras moradias arrancam esta sexta-feira e que vão ser necessárias duas gruas móveis para a retirada da “velha grua” num período máximo de 10 dias.

Questionado se a retirada da “velha grua” não irá afectar os edifícios e as residências nas redondezas, o empreiteiro garantiu que não.

Moradores da zona contaram ao Novo Jornal que o equipamento, em estado de grande degradação, abana no período da noite, sobretudo quando está a chover, criando neles um grande pânico.

“Não apanhamos sono quando está a chover, porque a grua gira ao longo da noite. Se ainda não caiu é porque Deus não permitiu”, explicaram os moradores.

Fonte: Novo Jornal

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