Total prevê investir 2,5 mil milhões de dólares em 2020

0

A petrolífera francesa projecta investir, no próximo ano 2,5 mil milhões de dólares para aumentar os níveis de produção nos Blocos 17, o chamado “Bloco Dourado”, que produz 400 mil barris/dia, e no bloco 32, a 260 quilómetros ao largo de Luanda.

Segundo o director geral da petrolífera francesa, Patrick Poyanné, que nesta segunda-feira, foi recebido em audiência, pelo Presidente João Lourenço, a Total poderá, de 2020 a 2030, investir 10 mil milhões de dólares só no Bloco 17, à razão de mil milhões de dólares anuais.
“Queremos que esta produção aumente com a introdução de duas perfuradoras, que já se encontram em Angola. Vamos passar para um total de quatro perfuradoras até ao próximo ano”, disse Patrick Poyanné.
Com este investimento, frisou, a Total pretende manter a produção do bloco 17 acima dos 400 mil barris de petróleo por dia até 2024. A contar com outros blocos, a Total produz, actualmente, cerca de 650 mil barris por dia, cerca de 45 por cento de toda a produção feita no país.
O responsável máximo da petrolífera francesa declarou à imprensa que o objectivo de todos estes investimentos é reforçar a cooperação com Angola, depois do bloco 17 ter produzido três mil milhões de barris em 2019 e projectar para os próximos tempos a produção de mais de mil milhões de barris.

Extensão da licença
Ainda hoje, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) e a Total assinaram um acordo de extensão da licença da petrolífera para até 2045 e um outro acordo com a Sonangol para a “farm-in do Bloco 20-21”.
Segundo o director-geral da Total, a extensão da licença para até 2045 permitiu a nova capitalização da companhia, quando o contrato estava no fim. “Renovamos o contrato e, na base dessa renovação, podemos acrescentar outros projectos e investimentos.
O investimento de 10 mil milhões de dólares será unicamente para o bloco 17. Vamos poder investir mais de mil milhões de dólares por ano, o que perfaz os 10 mil milhões de dólares projectados para os próximos dez anos, além de outros projectos de curto ciclo aprovados no ano passado”, sublinhou.
Para o director-geral da Total, que testemunhou a assinatura dos acordos, os dois instrumentos reafirmam o compromisso da petrolífera em contribuir para os esforços do Governo angolano, que quer promover a indústria de petróleo e gás. “Estamos extremamente orgulhosos de que um desses acordos se relaciona com o nosso principal bloco de activos, o 17, conhecido como Bloco Dourado”, sublinhou.
Sobre o acordo com a Sonangol, o responsável afirmou que a Total pretende abrir um novo capítulo com o primeiro desenvolvimento da Bacia do Kwanza.
Com 1.800 funcionários, dos quais 80 por cento angolanos, a Total pretende relançar a exploração com actividades de perfuração programadas para o próximo ano, no Bloco 48, um novo bloco no exterior ultra-profundo.

Primeiro posto de combustível Sonangol/Total em Maio
O projecto misto (joint venture) Sonangol e Total, que a visa a construção de uma rede de 50 postos de gasolina, foi concluído ontem, afirmou hoje o director-geral da petrolífera francesa.
“ Assinamos um acordo para o efeito. Com este passo, as bombas abrangidas pela joint venture passam a ter um misto das cores da Sonangol e da Total”, esclareceu.
A inauguração do primeiro posto de gasolina, no quadro do referido contrato, está prevista para Maio de 2020, altura em que o Presidente francês, Emmanuel Macron, poderá visitar o país.
O objectivo, disse, é prestar serviços especializados e um fornecimento fiável e de boa qualidade de produtos petrolíferos e a diesel aos utentes.
Patrick Poyanné anunciou que a Total está a desenvolver actividades no sector das energias renováveis para contribuir nos 100 MW que fazem parte da meta de energia solar até 2025, conforme a Estratégia Nacional para as Energias Renováveis.

Fonte: JA/BA

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: