Tcul perde mais de cinco milhões de kwanzas/dia

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A empresa de Transportes Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) regista, diariamente, prejuízos avaliados em mais de cinco milhões de kwanzas só no serviços urbano de passageiros a nível da capital do país.

O valor acima exclui os outros serviços, como o de aluguer e interprovincial cujas perdas estão avaliadas em cerca de mais de dois milhões de kwanzas diário, segundo avançou ao Jornal de Angola a directora do gabinete de comunicação institucional, Amélia Escórcio.


”Se agregamos todos esses prejuízos, temos tido uma perda mensal avaliada em mais de 300 milhões de kwanzas, desde o início do Estado de Emergência decretada pelo Executivo desde o passado dia 27 de Março”, disse.


Amélia Escórcio fez saber que a queda da facturação actual tem resposta no facto de o transporte diário de pessoas cair de 120 mil para os actuais 15 mil, representando apenas 12,5 por cento do habitual.


Nos dias 11, 12 e 13 do mês de Abril, quando se deu a autorização de três dias para as pessoas que estavam retidas noutras províncias, por força da entrada em vigor do Estado de Emergência, retornarem aos locais de origem, a Tcul realizou algumas viagens, mas o saldo financeiro foi irrisório. 


O cenário de operações da transportadora, segundo a responsável, tornou-se mais confortável, nesta terceira fase do confinamento, com o desagravamento das restrições ao permitir a lotação dos autocarros até 50 por cento da sua capacidade, mas que ainda assim não tem sido suficiente para colmatar as perdas. Com a medida, a Tcul está a operar com 45 autocarros e lotação de 75 lugares em 13 carreiras.


“Vamos ver se conseguimos alcançar números mais ou menos satisfatórios, pois os serviços de aluguer, mantidas apenas com empresas com contratos, foram igualmente reactivadas”, explicou.


No que se refere as carreiras interprovinciais, Amélia Escórcio disse que os serviços estão paralisados.


“Para a Tcul operar nas províncias, a empresa precisa de uma licença de autorização, por isso vamos esperar que nos próximos dias a situação seja favorável”, afirmou. 
Neste momento, a empresa está a estudar formas para melhor gestão dos recursos disponíveis e geração de mais receitas, caso a actual situação epidemiológica no país persista.


Em 2018, de acordo com o último relatório divulgado, a operadora teve um resultado líquido negativo de 376,8 milhões de kwanzas. Operou com 84 autocarros, representando 8,4 por cento da frota total da empresa, contra 312,6 milhões de kwanzas registados no exercício de 2017.


De 2009 a 2017, o Estado realizou grandes investimentos a fundo perdido na empresa, tendo feito a aquisição de 1.000 autocarros, a construção da base interprovincial do Grafanil, da base urbana do Zango e a cedência da base urbana de Viana, como consequência da fusão entre a Tcul EP e a Abamat SA.


A empresa de transportes colectivos mantém a intenção de operar no segmento regional, para o qual aguarda a respectiva autorização.
Esta intenção dos gestores da transportadora visa aumentar os lucros financeiros e consequente capacidade de resposta aos desdafios do mercado.

JA

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