Taxistas bloqueam EN-100/norte em protesto

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Dezenas de taxistas no município de Cacuaco, em Luanda, bloquearam na manhã desta quinta-feira os dois sentidos de um troço da EN-100/norte, com pneus queimados e viaturas, criando constrangimentos no trânsito rodoviário.

O protesto é contra as novas rotas definidas pela administração local, num “braço de ferro” que já dura mais de 8 dias.

O bloqueio, que começou às 5 horas, foi montado nas imediações da Cimangola, criando desordem na estrada e longas vilas de viaturas, principalmente para quem pretende atingir o centro da cidade.

Neste  momento, por via pacifica, a Polícia Nacional interveio, para manter a ordem e tranquilidades pública,  persuadindo os taxistas a abandonar o local e garantir a normal circulação nos dois sentidos.

Em declarações à Angop, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação Provincial do Ministério do Interior, intendente Hermenegildo de Brito, disse que a situação está controlada.

O oficial afirmou que se insistirem, os taxistas poderão incorrer em crimes de desordem pública e arruaça, punido por Lei.

“Até ao momento não fizemos qualquer detenção. Ainda estamos a actuar de forma pedagógica, para preservar a vida dos utentes da via pública e bens materiais”, sublinhou.

Por sua vez, o presidente da associação dos taxistas de Luanda (ATL), Manuel Faustino, pediu aos taxistas para esperarem pelos resultados saídos do recente encontro com a governador Joana Lina, pois foi garantido a resolução das revindicações.

Manuel Faustino garantiu que, possivelmente, ainda no dia de hoje poderão retomar, de forma provisória,  as rotas antigas, apelando, por esta razão, a manterem a calma, pois em caso de desordem pública a polícia vai actuar de acordo com que está previsto na Lei.

Por seu turno, o presidente da Associação de Motoqueiros e Transportadores de Angola (Amotrang), Bento Rafael, reconheceu a deficiente de comunicação entre as associações e filiados.

Fez saber que uma equipa técnica da Direcção Provincial de Tráfego e Mobilidade avaliou, na quarta-feira, as novas rotas e ficou decidido que se ira fazer um novo trabalho de pavimentação.

Os taxistas alegam que as novas rotas encontram-se em mau estado de conservação, podendo ser prejudicial para os veículos e pôr em perigo os seus ocupantes, além do inconveniente da poeira, da falta de iluminação pública e constantes assaltos.

Na manha de segunda-feira, a paralisação dos serviços de táxis criou enormes dificuldades na movimentação de pessoas, obrigando muitos a optarem por andar a pé ou a recorrerem a viaturas ligeiras descaracterizadas, que exercem actividade ilegalmente.

Com mais de um milhão de habitantes, fazem parte da circunscrição de Cacuaco os distritos do Sequele, Kicolo, Cacucao/sede, Funda e Mulenvos.

Fonte: ANGOP/BA

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