TAAG sem capacidade para reajustar salários

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A TAAG afirmou, ontem, em comunicado, que não tem capacidade financeira para realizar quaisquer reajustes no salário base ou nas diversas componentes remuneratórias, sob pena de pôr em risco a sobrevivência da empresa.

Em resposta a uma carta do Sindicato dos Pilotos de Linhas Aéreas, no qual solicitam a revisão salarial desta classe de trabalhadores da companhia, o Conselho de Administração da TAAG explica que os ajustes pretendidos configuram, na realidade, verdadeiros aumentos salariais, incomportáveis pela tesouraria.
O facto de a TAAG actualizar os preços dos bilhetes de passagem em paralelo com a depreciação do kwanza decorre da obrigatoriedade de o fazer no âmbito dos acordos tarifários celebrados com a IATA.
“Esta aparente vantagem é consumida pela necessidade real de fazer face aos custos operacionais em moeda estrangeira, que correspondem a 80 por cento dos custos totais, não permitindo qualquer indexação de remunerações salariais ao dólar”, lê-se no documento. A TAAG sublinha que a realidade financeira da companhia, bem como as reestruturações que necessita com vista à manutenção, sustentabilidade e rentabilidade são do conhecimento do Sindicato dos Pilotos.
O processo de reestruturação e da transversalidade das actualizações salariais, acrescenta a nota, impõe, cada vez mais, a necessidade do comprometimento de todos os trabalhadores da companhia de bandeira angolana. “Esta decisão da TAAG baseia-se na recuperação financeira e manutenção da Empresa enquanto sociedade comercial rumo à privatização, não obstante ser, ainda, de capitais exclusivamente públicos”.

class=”bold”>Dignificação da classe
No comunicado, a TAAG garante que tem desenvolvido esforços para a dignificação da classe e elevação da integridade pessoal face às dificuldades e realidade do país. Tal esforço, acrescenta, é “claramente identificado se comparadas as condições laborais actuais e a sua evolução face às constantes do Acordo Laboral firmado, no ano de 2005, numa clara demonstração do reconhecimento legítimo das reivindicações expressas”.
“O aumento de 20 por cento proposto e implementado em Fevereiro do corrente, decorreu do resultado dos estudos de impacto financeiro realizados e com referência ao índice de inflação, que foi de 17,5 por cento, constituindo um enorme esforço nas capacidades da empresa”, lê-se no comunicado.
“Embora sejam as responsabilidades dos Pilotos diferenciadas dos demais, é o esforço do universo de trabalhadores nas suas mais distintas funções que torna cabal a realização do objecto social da TAAG, enquanto empresa do ramo de transporte da aviação”, conclui, sublinhando que, ao longo dos anos, nunca ficou alheia às preocupações e necessidades das várias classes, incluindo a do pessoal navegante técnico, bem como sempre respondeu, realizando os reajustes de todas as componentes remuneratórias dentro da capacidade financeira ao seu alcance.

Fonte: JA/BA

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