Surto de sarampo em Malanje já está controlado

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O secretário de Estado para a Saúde Pública garantiu, em Malanje, que o surto epidémico de sarampo, que provocou a morte de 16 crianças no município de Luquembo, em Agosto último, já está controlado.

Franco Mufinda, que liderou a comissão multissectorial para aferir a situação nas áreas afectadas, designadamente Quissonde, Seque, Kaionde Primeiro e Segundo, disse que depois de terem sido estancados os 108 casos suspeitos de sarampo, “já não se regista, desde terça-feira última, nenhum caso de morte por essa enfermidade”,

O secretário de Estado para a Saúde Pública garantiu contudo, que os técnicos de vacinação de bloqueio, de laboratórios, médicos pediatras e epidemiologistas permanecerão nas zonas afectadas por mais uma semana. Na aldeia de Quissonde, uma das quatro zonas afectadas, além de sarampo, foram diagnosticados 90 casos de malária e malnutrição, principalmente em crianças.

 Malnutrição em Luquembo

Um total de 40 casos de malnutrição foram registados desde o princípio do ano, no município de Luquembo, revelou o médico em serviço no Hospital Municipal, Domingos Malungo, durante a visita da delegação multissectorial enviada àquela localidade por causa do surto epidémico de sarampo.

Domingo Malungo manifestou igualmente preocupação face ao aumento de casos de malária neurológico e hematológico, tendo acrescentado que muitos pacientes chegam ao hospital em estado grave, após terem recorrido ao tratamento tradicional.

O secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, disse que o aumento do número de crianças com malnutrição tem a ver também com a falta de informação da população, que resulta na qualidade de vida das famílias, principalmente das crianças.

“O município não tem escassez de chuva e com a tradição do cultivo de arroz, há muitas hortícolas que fazem parte da dieta alimentar das populações e muitas famílias não possuem a informação de que estes alimentos fornecem ao organismo os nutrientes para um desenvolvimento harmonioso”, disse o governante.

Celso Malavoloneke disse que os técnicos de Saúde e da Agricultura vão trabalhar nas questões da segurança alimentar e recuperação nutricional, a partir dos produtos produzidos localmente, o que em seu entender pode ser feito por via da informação e do diálogo com as comunidades.

O governante disse que foram já mobilizadas as autoridades tradicionais, para um levantamento dos bons hábitos e costumes locais, para pôr fim à malnutrição e à fome na região.

Para o secretário de Estado da Comunicação Social, não vale a pena vacinar as crianças, levando-as ao hospital e beneficiarem do leite terapêutico e depois de regressarem às famílias, voltarem a ser vulneráveis.

Informou que para acudir a situação de malnutrição na comuna de Capunda, afectada pelo sarampo, o Governo Central enviou um camião com bens alimentares de primeira necessidade para acudir a situação de emergência que se regista na região.

Fonte: JA/LD

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