Sonangol quer deter 10% do petróleo produzido no país até 2027

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A petrolífera nacional quer deter 10 por cento da produção total angolana até 2027 de forma a apresentar-se como uma “empresa de referência” no continente africano entre todas as que operam no sector petrolífero.

Para alcançar este objectivo, explicou hoje o Conselho de Administração da Sonangol, a empresa vai precisar de fazer crescer a sua produção em cerca de 100 mil barris por dia nos próximos seis anos, passando dos actuais 27 mil barris para uma média de 125 mil.

Gaspar Martins, presidente do Conselho de Administração da Sonangol, na conferência de imprensa a propósito do 44º aniversário da empresa, adiantou que o que está planeado para perseguir esse objectivo é, nos blocos onde opera, elevar para cerca de 10 por cento face aos actuais 2 por cento da produção própria.

Recorde-se que a produção actual de Angola ronda os 1,4 milhões de barris por dia mas esta tem vindo a descer de forma coerente ao longo dos últimos anos, muito por causa do desgaste dos blocos actualmente em actividade e também devido ao desinvestimento na pesquisa e produção pelas multinacionais após a crise de meados de 2014, quando o barril desceu da fasquia dos 100 USD e chegou, no início de 2016, aos 29 dólares.

Esta realidade levou o Governo de João Lourenço a inciar um conjunto de fortes alterações legais e reformas administrativas para o sector, criando a ANPG para ser a nova concessionária, deixando a produção e pesquisa para a Sonangol, ao mesmo tempo que melhorava a legislação para criar taxas mais atractivas.

Mas, apesar disso, como é ainda referência, a Agência Internacional de Energia estimava no início do ano passado que até 2023 Angola estaria a produzir apenas 1,29 milhões de barris por dia.

E é neste contexto difícil que a Sonangol se propõe agora subir de forma considerável a sua quota na produção nacional, voltando a lembrar que está em curso a criação da SonaDrill, uma participada para operações de sondagem, sendo 50% dos interesses detidos pela Sonangol e 50% pela Seadrill, um gigante mundial do sector, como o NJOnline já tinha noticiado em Fevereiro do ano passado.

Para além destes movimentos, a Sonangol conta com a entrada em funções dos dois novos navios-sonda construídos na Coreia do Sul e ainda as novas apostas na entrada em actividade de novos blocos, especialmente aqueles levados a concurso nas bacias do Namibe e Benguela, ou a extensão dos actuais como forma de proporcionar o aumento da produção nacional.

Fonte: NOVO Jornal/BA

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