Sentimento de insegurança limita participação de fiéis aos cultos

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O rigor no distanciamento de cadeiras, a sinalização dos espaços destinados à acomodação de fiéis em bancos corridos, no interior dos templos, disponibilidade de água, sabão e álcool gel junto às portas e obrigação da lavagem das mãos, foram pormenores notáveis no reatamento de cultos realizados, ontem, em Saurimo, nas igrejas Católica, Metodista Unida e Assembleia de Deus Pentecostal.

Numa curta conversa, à entrada da Igreja Metodista Unida Central em Saurimo, o superintendente do Distrito da Lunda-Sul considerou que “as exigências impostas para a realização de cultos devem ser de cumprimento obrigatório, porque mesmo em Israel, Deus orientava, sempre que necessário, à tomada de medidas para não haver contágio”.

João Cahilo Isaac referiu que o “respeito pela lei para evitar o tropeço” corresponde ao ensinamento bíblico:”Dai à César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” disse, para contextualizar. Justificou o encerramento de outras paróquias metodistas sediadas em Saurimo com razões financeiras que “ não permitiram reunir as condições mínimas necessárias para realização de cultos públicos”.

Com o braço direito estendido, palma da mão aberta e virada para o repórter, Stela Ernesto interditou, de forma simpática, o acesso dos repórteres. Informado sobre o objectivo do trabalho, o evangelista Divaldo Ernesto permitiu, sem rodeios, e acompanhou a recolha de imagens no interior do espaçoso templo, onde o culto decorreu com mais de 250 fiéis, em recolhimento espiritual, sentados em menos de metade das cadeiras, que representam 50 porcento da capacidade de lotação da casa Santa.

O evangelista interpretou a presença titubeante como sinal de “alguma cautela, devido ao impacto da pandemia, a ser combatida com uma série de “medidas aceitáveis, para preservar a vida, o bem mais precioso dado por Deus”.

Divaldo Ernesto acredita que o desfecho salutar dos cultos realizados e o engajamento na sensibilização, vai atenuar o medo e despertar o interesse em participar nas actividades programadas. Apelou ao respeito das medidas de prevenção e orientações baixadas pelas autoridades incumbidas de fiscalizar a conduta dos cidadãos.

Sentado, rosto descontraído, nariz e boca protegidos por uma máscara de cor azul, o devoto católico João Culeca aguardava pelo início da segunda missa na Sê Catedral, com bancos corridos rigorosamente arrumados em blocos, separados por passagens. No gabinete, o padre Gelson Cambutinho controlava o tempo para ministrar, a partir das dez horas e 30 minutos, a segunda “sessão sagrada”.

O prelado explicou que a retoma das missas após três meses de paralisação por conta de uma “travessia num mar atípico”, criado pela Covid-19, acentuou a vontade de participação dos fiéis na missa.Foram criadas condições para acomodar 237 pessoas por missa, contra os mais de 400 permitidos em circunstâncias normais no passado.

O padre falou da expectativa pelo reencontro com outros irmãos, apelou à necessidade de engajamento de todos para vencer um inimigo letal, obedecendo às medidas exaradas em Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública.

Fonte: JA/LD

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