Sector do comércio absorve 143 milhões de dólares

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Um total de 74 propostas de investimentos privados, avaliado em 143 milhões de dólares, é o saldo do sector do comércio, de acordo com dados da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX).

Em termos globais, o mercado nacional recebeu 309 propostas de investimentos, avaliadas em 2,9 mil milhões de dólares.
Conforme os dados da AIPEX, nos três trimestres do ano passado foram registadas 70 propostas de investimento em várias áreas, sendo o I trimestre com 30 iniciativas o mais produtivo, seguido do terceiro com 23. O segundo trimestre ficou com 17 propostas.

Empregos gerados

Os dados da agência estimam em 19.004 o número de postos de trabalho gerados pelas mais diversas intenções de negócios manifestadas até aqui para cidadãos nacionais e 1.451 para expatriados.
Em termos efectivos, os negócios privados geraram 5.189 empregos.
Por sectores, é na indústria onde são criadas mais oportunidades de emprego. São ao todo 133 as propostas e 1,4 mil milhões de dólares os valores estimados pela AIPEX.

Na entrevista que concedeu à TPA no mês de Outubro último, o presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) indicou que as propostas de investimento registadas 70 delas resultaram de negociações daquele ano.

Em termos de peso financeiro, as referidas propostas equivaleram a 311 milhões de dólares, ainda assim muito abaixo dos 1.190 milhões do ano passado, uma queda justificada pelos efeitos da pandemia da Covid-19 na economia nacional.
Quanto à origem dos investimentos, 1.332 milhões de dólares são de nacionais (residentes e locais), 676 milhões provenientes da África do Sul, 184 milhões da China e 88,7 milhões dos Emirados Árabes Unidos.

Revisão da Lei

Em Maio do ano passado, uma proposta de lei para alterar a Lei de Investimento foi aprovada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros. A mesma visa melhorar a competitividade na atracção do investimento privado, sobretudo o Investimento Directo Estrangeiro com a comparticipação das multinacionais.

Fruto desta alteração, o novo regime contratual permite a negociação de incentivos e facilidades tendo em conta “as especificidades dos projectos de investimento, os impactos sociais e económicos resultantes da sua implementação, a contribuição para o fomento da produção nacional e a diversificação das exportações”.
O Governo mantém, desta forma, o compromisso de incentivar a entrada de cada vez mais investidores estrangeiros sem deixar parte os nacionais.

Horti Expo África

A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) dá a conhecer, que decorrerá de 9 a 11 de Abril, o “Horti Expo África 2021” – Feira Internacional de Horticultura – Floricultura e Pré-colheita, na cidade de Nairobi, no Quénia.

Esta feira tem como objectivo a criação de parcerias comerciais entre grandes players do sector Horticultura – Floricultura e Pré-Colheita a nível internacional, com pequenos players, para estes apresentarem (promoverem) os produtos e serviços.
O evento será co-organizado pelas empresas Horti Expo África e a Agro-FoodPack, o que constitui uma oportunidade única de expandir uma marca em um dos destinos de negócios mais surpreendentes da África. A exposição atrairá expositores de cerca de 16 países entre produtores e vendedores.

AIPEX valoriza interesse dos investidores

A assinatura do contrato de concessão do Terminal Multiusos do Porto de Luanda com a DP World, representa o interesse do investimento privado no mercado nacional.
Em declarações ao Jornal de Angola, o presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), António Henriques da Silva, disse que com investidores com a qualidade da multinacional, outras empresas de renome mundial “vão olhar para o nosso mercado de forma diferenciada”.

“Este tipo de qualidade de investimento, associadas as medidas que estão a ser tomadas ao nível do Executivo angolano para a melhoria do ambiente de negócios vão se traduzir em resultados efectivos mais rapidamente”, aponta.
Sobre o acordo, o gestor da AIPEX sublinhou o encaixe inicial de 150 milhões de dólares que o país vai obter, além dos cerca de mil milhões de dólares que poderão ser pagos ao longo dos 20 anos de exploração.
Salientou o processo de modernização da unidade portuária, com os investimentos que serão aplicados, o que será uma mais-valia, já “muitos mais produtos vão ser escoados no porto de Luanda, o que vai trazer um impacto positivo para as exportações e tornar mais competitiva a oferta dos produtos nacionais, mas também a eficácia do funcionamento do porto”.

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