Seca afecta 300 mil famílias e chuvas mataram 41 pessoas

0

O governante falava durante a primeira reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil, que visou analisar a presente época chuvosa, danos e perdas, grau de intervenção, apoios prestados, meios disponíveis e utilizados. 
Eugénio Laborinho disse que os impactos da seca provocaram também danos em 488 localidades, afectando 1.789.376 pessoas, 2.246.050 bovinos, 1.200.000 caprinos e ovinos, assim como a morte de 30.823 animais.

Tal situação afectou, na sua maioria, populações que residem em zonas rurais, daí ter dificultado o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais, provocando, deste modo, a escassez de recursos económicos, de alimentação, além de gerar fome e miséria. 
Durante a sua intervenção, o ministro do Interior disse que, nos últimos meses, se tem assistido, a nível mundial, a eventos catastróficos com magnitude e frequência de elevada escala. Sublinhou que o fenómeno teve como consequência alterações climáticas no espaço territorial, o que tem causado enormes perdas humanas, danos materiais e ambientais. 
“É preocupante o elevado nível de quedas pluviométricas registadas nos últimos dias, causando inundações, destruição de infra-estruturas e plantações, inclusive impactos sobre a vida das populações, seus bens e disponibilização de serviços”, disse o ministro.

Eugénio Laborinho reconheceu que, apesar dos esforços empreendidos pelo Executivo para apoiar as populações afectadas pela seca, se registam ainda, a nível das províncias, um índice elevado de desnutrição aguda, o abandono escolar e o absentismo dos alunos.
O titular da pasta do Interior lançou um repto à sociedade civil no sentido de continuar a prestar o apoio necessário às vítimas da seca e outras calamidades, advertindo aos que recebem os bens para ajuda humanitária a distribuí-los dentro dos parâmetros legais, sob pena de serem responsabilizados.

Lembrou que as fortes chuvas afectaram, também, o fornecimento de água potável e energia eléctrica, o corte de vias de comunicação, o que dificultou o crescimento socioeconómico do país. Apontou as províncias de Luanda, Bié, Benguela, Huambo, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malanje, Namibe, Uíge e Zaire como as mais atingidas.
Perdas humanas

De acordo com Eugénio Laborinho, as fortes chuvas fizeram 41 mortes, afectou 2.498 famílias, correspondendo a 11.990 pessoas que, directamente, sentiram os efeitos nefastos das enxurradas. Acrescentou terem ainda destruído 378 residências, 1.145 parcialmente danificadas, 975 inundadas, 12 igrejas desfeitas e quatro pontes desabaram.

O ministro , que também é coordenador da Comissão Nacional da Protecção Civil, disse que as chuvas estão, igualmente, a criar ravinas nas províncias da Lunda- Norte, Lunda-Sul, Uíge, Zaire, Moxico, Cuando Cubango, Malanje e Bié. Informou que a erosão de terras progride de forma assustadora, ameaçando o corte de vias e movimentação por estrada, destruição de infra-estruturas, bem como o desenvolvimento dessas localidades.

Para o governante, o alcance de um estado de comunidades resilientes a nível do país deve constituir uma prioridade, ao afirmar que está em curso a adopção de uma nova abordagem da actividade de protecção civil em Angola, com vista a melhorar as várias acções realizadas. 
A medida, segundo o ministro, propõe, também, conferir a realização de acções e planos que tendam a evitar a criação de novos riscos, redução dos existentes, garantir uma gestão de crise e emergência eficaz, inclusiva e participativa, assim como desenvolver acções para melhor reconstrução.

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: