Repórteres Sem Fronteiras destacam “heróis da informação”

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A associação Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou ontem uma lista de 30 jornalistas, meios de comunicação e denunciantes, como o médico chinês Li Wenliang, que contribuíram, com o seu trabalho, para salvar vidas durante a pandemia de Covid-19.

Esses “heróis da informação” são de todos os continentes, segundo o relatório da RSF que se debruça sobre a liberdade de imprensa num momento de crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

A associação lembra que, ao publicar informações fiáveis sobre a gravidade da pandemia ou denunciar disfunções na gestão pelas autoridades dos seus países, “contribuíram para resistir à censura e lutar contra a desinformação galopante que põe em risco a saúde da população”.

Lembra ainda que vários desses “heróis” pagaram caro pela luta pela verdade, sendo vítimas de represálias: agressão ou assédio, prisão, processo ou ameaças, e distinguiu o médico chinês Li Wenliang “que primeiro alertou o mundo sobre o início de uma epidemia meteórica” e o advogado Chen Qiushi, que “relatou o caos ambiental que reinou nos hospitais de Wuhan”, através de seu blog.

“O primeiro sucumbiu na sequência da Covid-19. O se-gundo foi forçado a entrar em quarentena e nunca reapareceu”, lembrou a associação. A RSF destaca ainda o cartunista Ahmed KabirKishore, que enfrenta prisão perpétua em Bangladesh por denunciar a corrupção, ou, na Índia, o repórter Vijay Vineet, que enfrenta seis meses de prisão “por ter revelado que as restrições ligadas ao confinamento tinham levado crianças famintas a se alimentar de forragem para gado”.

Outros foram exilados ou impedidos de exercer a profissão, como Chris Buckley, correspondente do New York Times em Pequim, cujo visto não foi renovado “pela primeira vez em 24 anos”.

Refere ainda iniciativas anti-desinformação, como o “Gabinete de Crise” criado pelos media brasileiros para informar as populações desfavorecidas das favelas, a rede Wayuri que faz o mesmo com as comunidades indígenas da Amazónia, a rádio marfinense Wa FM ou o site togolês O TogoCheck.

Fonte:JA/LA

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