Receitas do turismo com queda de AKz 3 mil milhões

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Nove mil milhões de kwanzas é o valor de receitas arrecadadas pelos serviços hotelaria e turismo do País, no terceiro trimestre deste ano, um decréscimo de três mil milhões de kwanzas em relação ao período homólogo de de 2018.

Apesar da queda registada, segundo o director do gabinete de estudos de planeamentos estatísticos do Ministério do Turismo, Mário Jacob Santos, que falava à Angop, à margem da cerimónia de cumprimentos de fim de ano, as receitas dos serviços hoteleiros e similares poderão representar em 2020 para o PIB nacional cerca de 0,8 %.

Nos últimos quatro anos, disse, o desenvolvimento do sector turístico sofreu com a influência negativa da desaceleração da economia a nível internacional, com reflexos de contracção na actividade económica, o aumento exponencial das taxas de inflação, degradação dos indicadores do sector fiscal e a redução significativa das reservas internacionais líquidas.

Segundo Mário Jacob Santos, esta situação fez com que as metas do sector preconizadas no Plano Nacional de Desenvolvimento (2013/2017) não fossem alcançadas, mas espera-se que no ano de 2020 o cenário mude, tendo em conta que a projecção de crescimento é de 5,8%, com base no Plano de Desenvolvimento Nacional.

Frisou que os resultados do sector espelham uma forte redução na entrada de turistas (33%)  face a 2018.

No período em referência, o número de pessoas empregadas no sector reduziu 15%, o investimento em novas unidades retraiu 34%.

Para mudar o actual cenário, director informou que a estratégia traçada no plano de Desenvolvimento para o sector está alinhada com o Plano Estratégico 2025, que tem por objectivo obter recursos turísticos numa base sustentável, com o máximo de benefícios sociais e económicos para os angolanos.

Segundo o resultado dos estudos dos INE, o sector do Turismo representa apenas cerca de 0.03% do PIB, razão do qual para reverter este indicador consta da agenda do Executivo a aposta na criação de infra-estruturas hoteleiras e turísticas.

A entrada de turistas ao país teve um abrandamento significativo, dado a crise económica e financeira que o pais desde 2014.

O número médio de entrada dos últimos três anos é de 215 mil, sendo que a taxa média estabelecida no PDN é de cerca de 512 mil turistas/ano.

Esse indicador representa 50% do previsto. As medidas de simplificação e facilitação de vistos de turistas tem permitido a vinda de um maior número de turistas.

Fonte: Angop/LD

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