Presidente de Moçambique empossado hoje para segundo mandato

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A cerimónia solene de investidura vai decorrer na Praça da Independência, na capital moçambicana, às 10h00 as locais.

O Governo moçambicano prevê a presença de três mil convidados na cerimónia de tomada de posse, contando com a participação dos cidadãos.
Entre os presentes estará o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, que iniciou na segunda-feira uma visita de cinco dias a Moçambique.
Está também prevista a presença do Presidente de Cabo Verde, que atualmente detém a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Jorge Carlos Fonseca, bem como do secretário-executivo da organização, o português Francisco Ribeiro Telles.
O Governo chinês vai enviar à cerimónia Cai Dafeng, enviado especial do Presidente Xi Jinping.
Depois da cerimónia de posse, os chefes de Estado e de Governo e outros convidados participam num almoço no Palácio da Ponte Vermelha.
Na terça-feira, o Presidente exonerou todos os membros do Governo, vice-ministros, conselheiros presidenciais e o seu adido de imprensa, um dia antes de tomar posse para um segundo mandato, em cumprimento de uma formalidade constitucional.
Após a investidura, Filipe Nyusi deve formar um novo executivo.
Em Moçambique, o chefe de Estado é também chefe do Governo, por imperativos constitucionais derivados do regime presidencialista em vigor.
Os resultados eleitorais do escrutínio de 15 de outubro em Moçambique deram larga vantagem à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, cujo candidato, Filipe Nyusi, foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como chefe de Estado, com 73% dos votos.
Em segundo lugar ficou Ossufo Momade, candidato da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), com 21,88%, e em terceiro Daviz Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com 4,38%.
Para o parlamento, a Frelimo conseguiu eleger 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, cabendo 60 (24%) à Renamo e seis assentos (2,4%) ao MDM, anunciou a Comissão Nacional de Eleições.
A Renamo, principal partido na oposição, e o MDM, terceira força parlamentar, não aceitam os resultados já promulgados pelo Conselho Constitucional, considerando que o escrutínio foi marcado por graves irregularidades.

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