PR defende reactivação de mecanismos contra desestabilização na RDC

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O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, defendeu, esta quarta-feira, a necessidade de se reactivar o funcionamento efectivo dos mecanismos regionais de luta contra as forças negativas que desestabilizam o leste da República Democrática do Congo (RDC).

Ao discursar, por videoconferência, na cimeira quadripartida em que participaram também os homólogos da RDC, do Rwanda e Uganda, o Presidente João Lourenço apontou, entre os mecanismos, a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que deve cumprir, efectivamente, o papel que lhe compete e que esteve na base da sua criação.

No encontro, cujo objectivo foi debater questões de segurança referentes a RDC, o Estadista angolano reiterou que a cooperação no domínio da Defesa e Segurança só será eficaz se for coordenada por um mecanismo no qual todos os Estados membros se revejam e que tenha, por isso, legitimidade para o fazer.

Segundo João Lourenço, a exploração ilícita de recursos minerais nos países da região deve ser encarada como uma forma de financiar as forças negativas que operam na RDC e, eventualmente, de financiamento, também, dos grupos terroristas fundamentalistas que operam em outros pontos do continente, como na região do SAHEL, em Moçambique ou outros.

Sublinhou que Angola tem sido, ao longo dos anos, uma das vítimas de pilhagem dos recursos minerais, nomeadamente dos diamante, por parte de cidadãos africanos de diferentes proveniências, que cometem o crime de imigração ilegal organizada, e ainda o de exploração ilegal dos recursos naturais estratégicos do país de acolhimento.

“Este é um assunto que deve ser levado a sério por todos nós, e acreditamos que o venceremos se cada um dos nossos países fizer a parte que lhe compete”, disse.

Acrescentou a necessidade de se tomarem “as medidas que se impõem na luta universal contra a emigração ilegal organizada e a necessidade de cortar as fontes de financiamento ao terrorismo”.

No seu discurso, o Presidente João Lourenço referiu que Angola enfrenta hoje dois grandes desafios, o do combate à Covid-19 e suas consequências, no que concerne à saúde pública e à necessidade de manter a economia a produzir os bens e serviços para o consumo interno, e o de exportar e manter os postos de trabalho.

Informou que o país investiu, em tempo record, na construção ou adaptação de infra-estruturas hospitalares e seu apetrechamento em equipamento, para enfrentar a pandemia aumentou, substancialmente, o número de camas hospitalares e de unidades de cuidados intensivos, garantiu a aquisição de materiais de biossegurança para o corpo médico e paramédico.

Ao mesmo tempo, prosseguiu o Chefe de Estado angolano, neste período de quase nove meses, o Executivo accionou medidas de estímulo económico, para encorajar o sector privado a diversificar e aumentar a produção interna de bens e serviços, particularmente, de produtos agrícolas e industriais de consumo doméstico.

Na cimeira, os quatro Chefes de Estado avaliaram o impacto do clima de permanente insegurança no leste da RDC sobre os territórios dos países vizinhos, em domínios como a emigração e a economia.
Fonte: Angop

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