Portugal vence Suécia e Ronaldo marca golo 101

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Sete anos depois a Friends Arena voltou a ser palco de um jogo que teve como protagonista principal um jogador português que começa a assumir-se como o ‘rei’ de Solna. Portugal continuou a caminhada na revalidação da Liga das Nações com um triunfo, por 2-0, sobre a Suécia com o capitão da equipa lusa a roubar o protagonismo numa noite histórica.


A Friends Arena, em Solna, é um dos palcos de eleição da estrela portuguesa, que ali arrasou em 2013 ao fazer um “hat trick” que apurou a equipa das quinas para o Mundial do Brasil.

Nesta terça-feira voltou a estar em exibição e só faltou o público nas bancadas. Os dois golos que marcou deram a vitória a Portugal, e, mais do que isso, permitiu-lhe ultrapassar a barreira dos cem golos com as quinas ao peito.

São no total 101 remates certeiros ao serviço da seleção nacional, uma marca que, para muitos, era impensável, mas que apenas confirma a faceta extraterrestre de Cristiano Ronaldo, que aos 35 anos não se cansa de ultrapassar barreiras.

O próximo desafio é bater os 109 golos do iraniano Ali Daei, o melhor marcador de seleções de todos os tempos.  E já só faltam oito tentos.

Esta reportagem do jornal Diário de Notícias lembra que a selecção lusa somou a segunda victória em dois jogos nesta fase de grupos da segunda edição da Liga das Nações, prova que conquistou em 2019.

Neste momento, partilha a liderança do grupo 3 com a França, campeã do mundo, precisamente o próximo adversário dia 11 de Outubro, no Stade de France.

À terceira foi de vez

Quatro dias depois do excelente triunfo sobre a Croácia, por 4-1, Fernando Santos optou por manter o mesmo onze, à exceção de Diogo Jota, que deu o seu lugar ao capitão Cristiano Ronaldo.

Já os suecos, que vinham de uma derrota caseira perante a França, fizeram algumas mudanças na equipa, com destaque para a entrada de Emil Forsberg que, com Alexander Isak, começou por criar dificuldades ao lado direito da defesa portuguesa.

Aliás, os suecos estiveram perto de marcar logo no segundo minuto, mas Marcus Berg errou a pontaria, num cabeceamento no coração da área.

Aos poucos a equipa das quinas foi acertando as marcações e começou a ser mais perigosa. O primeiro sinal foi dado no último lance de Bernardo Silva no jogo, aos 21 minutos, quando o seu cruzamento quase era desviado por Danilo e Pepe. O jogador do Manchester City ficou logo agarrado à coxa e acabou por ser substituído.

Depois começou o duelo particular entre Cristiano Ronaldo e o guarda-redes Robin Olsen, que parou com os pés dois remates da estrela portuguesa que iam com selo de golo.

Nos instantes finais da primeira parte, Gustav Svensson foi expulso por acumulação de amarelos e do consequente livre direto, CR7 arrancou um míssil que não deu hipóteses ao guarda-redes sueco da AS Roma.

À terceira era de vez e Ronaldo festejava o seu 10.º golo de livre pela seleção e, mais importante do que isso, o 100.º golo com a camisola de Portugal vestida, num total de 165 internacionalizações.

Uma folha seca para Robin Olsen

No segundo tempo, apesar de estar a jogar com dez unidades, a Suécia voltou a assumir o jogo, mas tal como aconteceu na primeira parte, Portugal depressa fez valer a maior qualidade técnica dos seus jogadores e foi criando sucessivos lances junto à área adversária.

Contudo, só aos 60 minutos esteve verdadeiramente perto do golo quando Bruno Fernandes desviou um cruzamento de Raphael Guerreiro para a barra. Esta era uma fase de controlo absoluto da equipa das quinas, que trocava a bola a seu bel-prazer, pelo que se adivinhava que a qualquer momento voltasse a marcar.

E aos 72 minutos voltou o espetáculo Ronaldo, que recebeu uma bola de João Félix e, ainda fora da área, aplicou um remate em folha seca, que passou por cima de Robin Olsen. Um golaço de levantar qualquer estádio, mas ao contrário do que aconteceu em 2013, desta vez o CR7 Show não teve público nas bancadas do Friends Arena.

A atuação sublime de Ronaldo terminou aos 81 minutos, quando Fernando Santos resolveu dar descanso ao mágico, substituindo-o por Diogo Jota. Os suecos devem ter respirado de alívio, afinal são eles, a par dos lituanos, as maiores vítimas da arte do português. Já foram sete e atenção que no dia 14 de outubro esta conta pode aumentar, pois os nórdicos visitam Portugal.

Sem a sua estrela maior, a equipa das quinas até poderia ter chegado à goleada, mas por duas vezes João Félix viu o golo fugir-lhe por centímetros, primeiro por não ter chegado à bola e depois porque Robin Olsen fez uma excelente defesa.

Portugal vai lançado para mais um duelo com a França, a mesma que em 2016 viu a equipa das quinas conquistar o primeiro título da sua história na final do Stade de France.

Agora em jogo está o apuramento para a fase final da Liga das Nações e, no dia 11 de outubro, os campeões da Europa (Portugal) visitam os campeões do mundo (França). Um duelo que promete fazer faísca.

Tpa com Angop

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