Políticos encorajam acções de combate à corrupção

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O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, encorajou, na sexta-feira, o Executivo a prosseguir com as medidas de combate à corrupção para a estabilidade do país, notando que tal pressuposto deve contar com a participação da sociedade civil.

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de cumprimentos de fim de ano ao Presidente da República, no Palácio Presidencial, o político disse esperar, também, que as eleições autárquicas ocorram em 2020.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse que 2019 foi um ano de muitos desafios para o partido, com destaque para as exéquias do líder fundador, Jonas Savimbi, e o congresso ordinário que elegeu uma nova direcção.
Em relação ao principal desafio para 2020, o político disse que vai fazer tudo ao seu alcance para sensibilizar as instituições para que as eleições autárquicas decorram em simultâneo em todos os municípios do país.
Adalberto Costa Júnior indicou que a questão financeira não pode ser colocada como obstáculo para que as eleições autárquicas não sejam realizadas, em simultâneo, em todos os municípios, afirmando que “Angola tem bastantes meios”. “Se tem dinheiro para levar o PIIM (Programa Integrado de Intervenção nos Municípios) para os municípios porque não haveria de ter dinheiro para levar as eleições, que é muito mais importante”, frisou.
O presidente da CASA-CE, André Mendes de Carvalho “Miau”, reconheceu que 2019 foi um ano difícil. “Esperamos que possamos colher as experiências boas e más deste ano para fazermos 2020 melhor”, sublinhou.
Apontou como desafio para o próximo ano a aceleração da preparação para a implementação das autarquias, aprovando as leis que faltam e clarificando o quadro, no sentido de se saber quando vão acontecer.
Em relação ao processo de recuperação de activos, no quadro do combate à corrupção, o político disse que foram marcados “alguns passos significativos, mas muito aquém do desejado”. “No nosso entender, o dinheiro que está lá fora faz falta a Angola”, frisou, manifestando preocupação em relação ao rácio da dívida pública com o PIB, que está em 111 por cento.
Para não continuarmos a contrair dívidas, acrescentou, devemos encontrar um caminho airoso para recuperarmos o dinheiro.
O antigo Primeiro-Ministro Marcolino Moco apontou como principais desafios para 2020 a estabilização económica do país, o contínuo combate à corrupção e maior liberdade de expressão.

Entidades religiosas
A líder da Igreja Teosófica Espírita, Suzete João, reafirmou o apoio aos programas do Executivo, para elevar o amor entre os homens e a promoção da paz social.
Em declarações à imprensa, na cerimónia de cumprimentos de fim de ano ao Presidente da República, Suzete João exortou os cidadãos a acreditar num país melhor, “porque não há mal que não acabe, se forem unidas sinergias em prol do país”.
O reverendo Luís Nguimbi disse acreditar em dias melhores para o país.
Espera que a experiência acumulada nos dois anos de mandato do Presidente João Lourenço tragam ganhos efectivos ao país.
De igual modo, o arcebispo emérito de Luanda, D. Anastácio Kahango, valorizou o facto de o ano ter sido de paz social, apesar das adversidades.
Na cerimónia, o Presidente João Lourenço manifestou-se optimista quanto à situação económica do país em 2020. “Estamos optimistas que 2020 será melhor”, declarou o Chefe de Estado, na cerimónia em que recebeu cumprimentos de fim de ano de várias entidades.
“Estamos optimistas que será melhor porque temos a certeza que, embora a vontade dos homens não seja o único factor para transformarmos a nossa sociedade, ela é determinante, sobretudo, se nos consciencializamos que as transformações que desejamos não dependem só do Presidente da República, mas sim da unidade de acção entre todas as forças vivas da Nação”, disse o Chefe de Estado.
Em breves declarações de improviso, João Lourenço convidou todas as forças políticas, as organizações da sociedade civil e todo o povo, de uma forma geral, a colaborarem para as transformações que se desejam, com vista ao crescimento sustentável do país. “Se trabalharmos em conjunto, seremos capazes de construir uma Angola melhor”, sublinhou.
Fonte: JABA

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