Paralisação do comboio dá prejuízos de mais de AKZ 100 milhões

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Mais de 100 milhões de kwanzas é o prejuízos que a empresa dos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL) em decorrência dos seis meses de paralisação dos comboios entre a capital do país (Luanda) e a cidade do Dondo, município de Cambambe (Cuanza Norte).

A informação foi avançada à imprensa hoje, Domingo, pelo Presidente do Conselho de Administração do CFL, Júlio Bango quando falava sobre a reposição da circulação dos comboios no referido troço no último sábado.

O PCA esclareceu que os prejuízos revelados foram verificados desde Março do ano em curso, altura em que ocorreu a paralisação do transporte de passageiros e mercadorias.

Segundo Júlio Bango o valor em causa abarcou igualmente as despesas das obras de recuperação do ramal de cerca de 800 metros da linha que havia sido danificada pela inundação das chuvas e a construção de uma passagem hidráulica destinada ao escoamento das águas no tempo das chuvas, cujos trabalhos duraram 45 dias.

A linha do CFL, acrescentou, está com muitas deformações e declives no seu percurso, uma situação que os técnicos da empresa continuarão a corrigir no sentido de manterem a transitabilidade dos comboios, tendo apontado o troço entre Maria Teresa e Cacuso, como sendo os mais preocupantes e carecendo de modernização urgente.

Com uma deslocação por semana e aos sábados, os custos da viagem do comboio de Luanda ao Dondo está no valor de mil 500 kwanzas.

O CFL realiza, diariamente, 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, em Luanda, transportando, nos três serviços, pelo menos seis mil pessoas, que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda e 30 na terceira.

A empresa administra um ramal de 424 quilómetros de linha-férrea de Luanda/Malanje e 55 no troço Dondo-Zenza (Cuanza Norte), perfazendo um total de 479 quilómetros.

Por seu turno, o administrador adjunto da comuna de Zenza do Itombe, município de Cambambe, Domingos Rafael destacou a reposição da circulação ferroviária entre Luanda e a cidade do Dondo, como um factor de reforço a segurança e reduzir os custos de transporte de mercadorias e passageiros na região.

Fonte: ANGOP/BA

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