O Dia Mundial do Café é comemorado anualmente em 14 de abril.

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A data homenageia uma das bebidas mais apreciadas do mundo.

A produção de café em Angola é uma das mais antigas da África Subsariana, remontando ao início do século XIX. Apesar da quebra nos níveis de produção observada nas últimas décadas, o café é ainda hoje um dos principais produtos agrícolas angolanos.

Segundo um documento do Instituto Nacional do Café (INCA, um total de 1662 toneladas (27701 sacos de 60 quilos) de café verde foram exportados durante o ano de 2020, que aponta Portugal, Espanha e Líbano como principais destinos.

O valor das remessas situou-se em 1,2 milhões de dólares, indica o documento que considera que os níveis de exportação continuam a ser considerados bastante baixos, comparados com a era colonial, mas desde o ano de 2016, têm vindo a observar-se variações positivas atribuídas à entrada de novas áreas de produção.

Em Angola cultiva-se o café robusta e o arábica. Com base ao ecossistema convencionou-se, localmente, diferenciar quatro tipos (ecótipos) de café robusta com atributos particulares. O café Amboim é produzido na província do Cuanza-Sul, o Ambriz (Uíge, Bengo e Malange), Cazengo (Cuanza-Norte e Bengo) e o Cabinda (Cabinda).

O café arábica é cultivado fundamentalmente nas província do Huambo, Benguela, Bié, Huíla e Cuanza-Sul.

O INCA tem registadas 11 empresas cafeícolas, com destaque as fazendas Vissolela, Agrolider, MCA-Agro, Boa Esperança e a Topoagro. “O país vem registando, nos últimos anos, uma migração da área produtiva fruto da inserção de empresas particulares na produção de café”, apontou a fonte.

Quanto ao funcionamento das fábricas de transformação do café, grande parte das indústrias tinham dependência total do Estado, estando inoperantes. “As fábricas que se encontram em funcionamento estão sob controlo particular e em número bastante reduzido”, informa.

Apesar do reduzido consumo interno, o café já é utilizado no país para a confecção de licores e existe uma empresa que está apostada na fabricação de produtos cosméticos.

Entre as grandes dificuldades para o fomento da produção, destaca-se o reduzi-do número de pessoas envolvidas no processo do cultivo, o que condiciona o aumento da produtividade e do rendimento, para além da desestruturação da cadeia de valor.

Para a próxima safra, e em função das condições favoráveis registadas e a entrada em vigor de novas áreas quer a nível das famílias produtoras assim como das empresas particulares perspectiva-se a produção de mais de seis mil toneladas.

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