Ministra garante enquadramento de técnicos jovens

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Profissionais do ramo de saúde, na sua maioria jovens, vão, a partir de 1 de Junho, ser enquadrados nos centros de tratamento de quarentena, para fazerem parte das equipas de vigilância epidemiológica de resposta rápida à Covid-19, garantiu, ontem, em Luanda, a ministra do sector.

Sílvia Lutucuta admitiu que é fundamental o enquadramento de jovens, mas, para tal, defende que haja um equilíbrio, porque estes não possuem grande experiência, daí a necessidade de se ter ido buscar profissionais das unidades sanitárias para os centros de quarentena da Barra do Cuanza e do Calumbo.

A ministra, que falava, ontem, em conferência de imprensa sobre a actualização de dados da Covid-19, disse que, no que se refere aos médicos reformados e o seu possível enquadramento, será levado em conta a idade destes profissionais, mas garantiu que estão a ser aproveitados para formação das equipas técnicas.

“É mais nestes aspectos que estamos a aproveitá-los, não todos, mas alguns. Muitos deles são hipertensos e diabéticos, há vários anos, mas que continuam a ter muito valor na formação dos recursos humanos, por isso vamos aproveitá-los”, precisou.

Em relação ao resultado dos testes do protótipo de ventilador desenvolvido por especialistas angolanos, Sílvia Lutucuta confirmou que o Ministério recebeu vários grupos de inventores, mas ainda trabalha na sua certificação. “Temos equipas especializadas quer em biomédica, quer em cuidados intensivos que vão ajudar a fazer a avaliação destes equipamentos.

A ministra referiu que quanto aos testes da Covid-19, continuam a ser um grande desafio, uma vez que os equipamentos existentes não têm grandes capacidades. Sublinhou que no caso do Genexpert, que faz a testagem da tuberculose, já se faz a prova em pelo menos algumas províncias.

No Instituto Nacional de Investigação de Saúde, continuou, há um equipamento de teste RT-PCR e outras plataformas no Hospital Militar, no Instituto Nacional de Luta contra a Sida e em Benguela.

“Os equipamentos dos cuidados intensivos e outros têm sido um grande desafio para a sua aquisição. Há um equipamento que faz três mil testes por dia, mas está num mercado fechado”, explicou, recordando que Angola já solicitou o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo Global, Banco Mundial (BM) para intercederem no sentido de se adquirirem estes equipamentos.

Por esta altura, disse, a capacidade de testagem continua numa média diária de 400 testes e pretende-se aumentar com a entrada em funcionamento de outros equipamentos provenientes da República Popular da China.

Doentes estáveis

Quanto ao tratamento dos doentes estáveis, a ministra da Saúde justificou que estar estável não significa dizer que a pessoa não tenha a doença, mas sim é assintomático, porque não evoluiu nem para pior nem para melhor, pois está na mesma situação.

De acordo com Sílvia Lutucuta, os doentes estáveis são tratados com base na cloroquina, azitromicina. “São esquemas de saúde recomendados por vários países. Temos estado a olhar para experiências de outros países e houve resultados no Senegal. A China com o uso da cloroquina, a África do Sul e outros países vizinhos que também estão a usar os mesmos esquemas. Felizmente temos tido sucesso com esses esquemas de tratamento”.

Em relação ao “caso 50”, que envolve o ancião de 82 anos que faleceu, há dias, referiu que da investigação feita pelas equipas de vigilância epidemiológica trata-se, também, de um caso importado.

“Temos os seus contactos directos, que são os casos que têm estado a surgir. Já fizemos investigação no seio da sua família e há já alguns resultados negativos, mas a investigação prossegue, porque este caso gerou vários contactos”, disse.

Fonte: JA/BA

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