Ministra do Ambiente orienta contínua educação ambiental

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A ministra do Ambiente de-fendeu ontem, na província do Huambo, a necessidade de os quadros do sector continuarem a divulgar as várias vertentes sobre educação e consciencialização ambiental, para se garantir um desenvolvimento sustentável.
Paula Francisco Coelho, que falava na abertura do III Conselho Consultivo do Ministério do Ambiente, que decorre sob o lema “Ambiente como factor de desenvolvimento sustentável e diversificação da economia”, reafirmou que a instituição está aberta a ser aconselhados sobre a tomada de decisões, para a melhoria das acções do sector.
Durante o encontro serão apresentados os relatórios do sector de 2019, perspectivas para 2020, metodologia de trabalho e constrangimentos do sector deste ano, apresentação do programa inserido no PND 2018/2022 e perspectivas para o ano em curso.
O processo de descentralização das competências e implementação local do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios, melhoria do ambiente de negócios, grau de monitorização e avaliação do pacote legislativo do Ministério constam da agenda de trabalhos do encontro, que termina hoje.A governadora do Huambo, Joana Lina, ex-pressou o desejo de tornar a cidade do Huambo na “Capital Ecológica de Angola”, por ser uma vontade que tem sido manifestada pelos membros da sociedade, que se mostram preocupados com as questões ambientais e entendem ser importante aproveitar as condições climáticas que a província possui. 
“Queremos estar na linha da frente no quadro da implementação dos acordos sobre a conservação de zonas húmidas e protecção das espécies em extinção. Estamos a chamar a vossa atenção para o habitat de espécies endémicas, que o Morro do Moco alberga”, afirmou a governadora. 
Joana Lina relaciou potencialidades da zona do Planalto Central, onde nasce o maior número de linhas de água, com destaque para as bacias de Keve, Cunene, Cubango (Okavango), com importância nacional e internacional, por albergar, uma diversidade de espécies, como hipopótamos, jacarés e aves, algumas raras, que importa proteger e conservar.
O Morro do Moco, lembrou é considerado o ponto mais alto do país, sendo o local que confere condições favoráveis para o “francolin suestra”, espécie de ave ameaçada pela caça furtiva, pelo abate da floresta, pressão demográfica e o avanço das áreas agrícolas.
“A nossa responsabilidade é conservar as florestas, nomeadamente na Serra do Mbave, Monte Luvili, Morro do Moco e outros, pois reconhecemos a importância dos ecossistemas e queremos partilhar os seus benefícios com todos os concidadãos”, salientou. 
Na agenda de trabalhos do III Conselho Consultivo consta, também, o lançamento da revista científica, plantação de árvores na localidade do Lossambo, arredores da cidade do Huambo, assinatura de um memorando entre o Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas (CETAC) e a Universidade José Eduardo dos Santos, com vista à criação de intercâmbio científico e tecnológico, que será concretizado através de programas conjuntos de investigação e desenvolvimento.

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