Media: SJA defende que jornalistas devem invocar “cláusula de consciência” quando estão perante violações da sua ética e deontologia

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O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) apelou em comunicado para que os jornalistas invoquem a “cláusula de consciência” quando são colocados perante situações que violem a sua ética e deontologia profissional.

Este apelo do SJA surge num momento em que se acumulam críticas aos media públicos e aos que passaram para a esfera do Estado, mas também a alguns privados, pela forma parcial como tratam os assuntos, especialmente da política nacional.

Em comunicado emitido após a realização do seu VI Congresso, no Sábado, o SJA lamenta os “actos de censura” a que se tem assistido nos media, sublinhando a sua preocupação face à forma como “alguns órgãos de comunicação social” tem estado a “posicionar-se perante questões políticas” nomeadamente ao “assumir-se como parte” interessada e, assim, violando a deontologia e ética a que estão obrigados.

O SJA, neste documento enviado apenas para alguns media, deixando o Novo Jornal de fora, diz ainda, citado pela Lusa, que os media enquadrados nestas falhas de comportamento perante a imposição do tratamento igual perante os diversos actores da vida política nacional, estão também a desrespeitar a Constituição que “impõe tratamento igual e imparcial”.

Face a este cenário, o Sindicato dos Jornalistas Angolanos dirige-se com especial enfoque aos seus associados para que estes “invoquem a cláusula de consciência quando são chamados a cobrir actos que violem a deontologia, reserva última para a credibilidade da profissão”.

Uma das questões que mais tem gerado críticas nas redes sociais e entre a classe é a exaustiva cobertura por parte da TPA e da TV Zimbo dos alegados descontentes no seio da UNITA para com a liderança de Adalberto Costa Júnior sem ouvir a direcção do partido do “Galo Negro” de forma a cumprir com a regra universal do contraditório.

 

 

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