Manuais escolares com mais temáticas sobre o ambiente

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Paula Cristina Coelho revelou que esse propósito de integrar a questão da educação ambiental no currículo do ensino geral consta de um protocolo, que pode ser assinado já em Janeiro próximo, pelos titulares das pastas do Ambiente e da Educação, sendo que faz parte das premissas do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND).
A ministra do Ambiente, que falava à imprensa no final de um almoço de confraternização, no âmbito das festividades do Natal solidário com mais de 500 crianças do bairro Mayé-Mayé, no Distrito Urbano do Sequele, município de Cacuaco, em Luanda, disse que a intenção passa por integrar as questões ligadas à importância e às vantagens da preservação do meio ambiente, como matéria de base nas disciplinas de Educação Visual Plástica e Educação Manual Plástica e em actividades lúdicas.
A governante referiu que o protocolo visa fortificar as pessoas em matéria de educação e consciencialização ambiental a partir de tenra idade.
“Acredito que através das crianças a mensagem ecológica pode ser rapidamente passada, por este facto é que temos estado a trabalhar com afinco neste período de férias, passando a mensagem sobre a importância e as vantagens da preservação do meio ambiente”, declarou a ministra do Ambiente, que apelou a todos os angolanos a desafiarem a si mesmos a fazerem recolha selectiva de resíduos para possível reciclagem e reutilização dos mesmos. 
O almoço de confraternização, denominado “Natal Ecológico”, foi realizado pelo Ministério do Ambiente, cujos responsáveis de várias direcções, da Administração local e autoridades tradicionais conviveram com mais de 500 crianças do bairro Mayé-Mayé, numa tarde animada e recreativa, em que os petizes receberam brinquedos e livros infantis que narram estórias sobre o meio ambiente.
Embondeiros no Sequele
A ministra do Ambiente revelou, por outro lado, terem sido identificadas e multadas algumas pessoas que se dedicavam ao abate indiscriminado de embondeiros no Distrito Urbano do Sequele. 
Segundo a governante, que não especificou o valor das coimas e o número de pessoas multadas, há um trabalho a ser feito no sentido de se continuar a identificar outros supostos infractores que se dedicam a este tipo de ilicitudes, no sentido de responsabilizá-los.
Por esse facto, disse, foi lançada uma campanha conjunta com as administrações locais e os órgãos de defesa e segurança em todo o país para combater todo o tipo de crime ambiental. 
Além disso, Paula Cristina Coelho garantiu que essas zonas vão ser replantadas, mediante um trabalho no âmbito do programa “Estou com o ambiente para uma Angola consciente”, visando a reflorestação e plantação de Angola.
“Esse processo está a ser acautelado, sendo que o trabalho de educação e plantação de árvores é prioritário em relação a aplicação de multas”, referiu a ministra. 
Precisou estar preocupada com a falta de conhecimento das pessoas sobre os crimes ambientais, por entender ser um dos principais motivos que levam as pessoas a cometerem esse tipo de ilicitude. “É necessário que se saiba o que é um crime ambiental na sua transversalidade e de que forma afecta a nossa saúde”.

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