Malária causa mais de 400 óbitos no primeiro trimestre deste ano

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A malária causou a morte, na província da Huíla, a 461 pessoas, dos 83 mil e 224 casos registados desde Janeiro, revelou ontem na cidade do Lubango, o chefe do Departamento Provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias.

José Chiangalala informou que este número representa um aumento na ordem de 21 por cento em relação ao igual período do ano passado, em que foram registados 192 óbitos, de um total de 68 mil e 678 casos. O município do Lubango, disse, a região que teve o maior número de mortes, registou 90 óbitos, seguido da Caconda com 84, Matala 17 e Caluquembe 60. Nos lugares imediatos do mapa de vítimas mortais, estão a Jamba com 32 casos, Chicomba 28, Quipungo 23, Chipindo 19, Kuvango 17 e Cacula 13. Os municípios dos Gambos, Chibia e Humpata não tiveram nenhuma baixa. 


Segundo José Chiangalala, o município de Quilengues teve, no período em referência, a maior taxa de incidência da doença na província, com 193,5 por cento, enquanto que o Caluquembe observou a taxa de letalidade mais alta. “De forma geral, a taxa de incidência da malária na Huíla está calculada em cerca de 27,80 e a de letalidade em 0,6 por cento”, disse, acrescentado que a melhoria das condições de diagnósticos e da gestão de casos facilitou o processo de notificação de pacientes com malária nos 14 municípios. 


“Observamos um aumento do número de casos porque o sistema de vigilância melhorou. Devo informar que está em curso uma estratégia para o envio de equipas de vigilância para as comunidades”, avançou. O responsável defende a conjugação de esforços transversal para a prevenção da doença, apontando a melhoria da saneamento básico, reactivação das brigadas de Luta Anti-Vectorial (LAV) e sensibilização da população para o uso de mosquitos impregnados como medidas eficazes contra a pandemia. 


“É preciso combater o vector transmissor da doença. Embora a malária não seja imunoprevenivel, mas é prevenivel com a eliminação do vector, utilização de mosquiteiros e insecticidas. Só assim podemos diminuir a morbo-imortalidade”, argumentou.

Outras enfermidades 


A tuberculose, HIV/Sida, sarna, sarampo, desnutrição e a mortalidade materna são, entre outras enfermidades, as que mais preocupam o Departamento Provincial da Saúde Público e Controlo de Endemias, devido ao aumento de número de casos.

O responsável da Saúde Pública e Controlo de Endemias na Huíla disse que, no primeiro trimestre do ano em curso, a tuberculose matou 67 pessoas e o HIV/Sida 12, dos mil e 307 e 546 pacientes notificados, respecticamente. José Chiangalala informou ainda que província registou , no ano passado, 142 mil casos de sarnas e 11 de sarampo.

JA

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