Madonna doa cerca de um milhão de euros para ajudar a tratar coronavírus

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A cantora norte-americana Madonna doou um milhão de dólares (917 mil euros) na angariação global de fundos esta segunda-feira lançada pela Comissão Europeia, de um total de 7,4 mil milhões de euros conseguidos para tratar a covid-19.

“Acabei de receber a mensagem de que a Madonna anunciou uma contribuição de um milhão de dólares para a resposta global ao novo coronavírus e isso mostra que a sociedade civil e que os cidadãos devem ser incluídos”, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa declaração divulgada no final do primeiro dia da ‘maratona’ mundial de promessas de doação para tratamentos para a covid-19.

Na mensagem em vídeo, a responsável observou que, “apenas no espaço de algumas horas, foi possível recolher promessas de contribuições de 7,4 mil milhões de euros para vacinas, formas de diagnóstico e tratamentos”, no âmbito de uma iniciativa que é organizada pela Comissão Europeia e pelos seus parceiros.

O objetivo inicial era de conseguir 7,5 mil milhões de euros para investigação de tratamentos para a covid-19, pelo que, segundo a Comissão Europeia, já foi “quase” possível atingir este objetivo em promessas de contribuições, devendo ser largamento superado, já que a ‘maratona’ de mundial de angariação de verbas só termina no final de maio.

Esta verba dos 7,4 mil milhões de euros foi atingida cerca de três horas depois do início da videoconferência de dadores, que arrancou pelas 15:00 de Bruxelas (14:00 em Lisboa), segundo os dados divulgados pelo executivo comunitário no portal da Internet criado para publicar as promessas de contribuições.

Logo duas horas depois do arranque do evento ‘online’ já tinham sido conseguidos 5,4 mil milhões em compromissos de doações, incluindo a contribuição portuguesa (pública e privada), de 10 milhões de euros, anunciada pelo primeiro-ministro, António Costa.

Numa iniciativa marcada pela ausência dos Estados Unidos, além dos contributos da generalidade dos países europeus, registam-se doações do Canadá (551 milhões de euros), Japão (762 milhões), Arábia Saudita (457 milhões) e Austrália (200 milhões), entre outros.

A China, país onde começou a pandemia, doou 45 milhões de euros.Entre os Estados-membros da UE, destacam-se os contributos da Alemanha (525 milhões) e França (510 milhões), e entre os países que não fazem parte da União, os de Reino Unido (441 milhões) e Noruega (188 milhões).

A Comissão Europeia anunciou, por seu lado, uma contribuição de mil milhões de euros.

Esta ‘maratona’ mundial de angariação de fundos surge após a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações mundiais que operam no setor da saúde terem lançado um apelo conjunto à mobilização para desenvolver um acesso rápido e equitativo a instrumentos de diagnóstico, terapias e vacinas contra o novo coronavírus que sejam seguros, de qualidade, eficazes e a preços acessíveis.

Até final de maio, países, organizações e empresas de todo o mundo são convidados a participar nesta campanha, organizada pela Comissão Europeia e pelos seus parceiros.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
Fonte: SIC NOTÍCIAS/BA

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