Luanda: 445 anos de tradições

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A capital angolana, Luanda, completa, nesta segunda-feira, 445 anos de existência, marcados por histórias, memórias e acontecimentos que lhe conferiram, durante várias décadas, o estatuto de uma das cidades mais lindas de África.

O aniversário acontece num contexto económico e sanitário adverso, por causa da Covid-19, e da imperiosa necessidade da adopção de políticas públicas mais eficazes, para a resolução dos problemas estruturais.

Fundada em 1576, Luanda é hoje uma cidade em busca de afirmação, com múltiplos desafios pela frente, que vão desde a melhoria do saneamento básico, da rede de água potável e do sistema eléctrico, bem como o aumento dos transportes urbanos.

De igual modo, a província enfrenta problemas de fundo, a nível da fluidez do trânsito automóvel, e indicadores preocupantes no domínio da criminalidade, além da já conhecida desestruturação dos bairros periféricos e da escassez de habitações.

Na verdade, a cidade, considerada a maior praça eleitoral do país, com mais de sete milhões de habitantes, é um palco de confluência de povos de várias origens, que partilham hábitos e costumes distintos, inspirados na tradição dos ancestrais.

Apesar dos seus múltiplos problemas sociais, urbanísticos e económicos, não restam dúvidas de que Luanda é uma cidade em crescimento, fértil em pontos turísticos, que podem impulsionar a indústria do turismo e alavancar o crescimento interno.

No âmbito de mais um aniversário da cidade, fundada pelo navegador português Paulo Dias de Novais, a ANGOP preparou um pequeno dossier, apoiado em relatos de personalidades que conhecem a história e as várias etapas da afirmação de Luanda.

Neste trabalho, trazemos entrevistas, reportagens e notícias que ilustram os caminhos da metamorfose da capital, desde a era colonial à presente data, destacando os principais desafios que se colocam ao Estado para fazer de Luanda uma cidade de encantos.

O presente dossier ilustra, em particular, o impacto dos novos programas do Estado virados para a melhoria da condição social dos cidadãos, entre os quais o PIIM.

Leia este “Especial Luanda” e conheça um pouco da história da chamada “Cidade da Kianda”, das suas gentes, dos hábitos, costumes e das infra-estruturas económicas, muitas delas incapazes de resistir ao tempo, hoje voltadas ao extremo abandono.

Conheça, também, o que surgiu na cidade a nível de infra-estuturas, nos últimos anos, e como esses investimentos têm ajudado a minimizar o sofrimento dos cidadãos.

 

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