Ladrões tiram sossego aos criadores de gado

0

Salvador Rodrigues, que denunciou o facto em entrevista ao Jornal de Angola, disse que no município dos Gambos existe muito roubo do gado nas comunidades e em fazendas, em muitos casos, por pessoas que não vivem na região.
“Alguns ladrões vivem na capital do país há muitos anos e quando regressam não querem trabalhar, criam distúrbios para tirar vantagens de forma ilícita”, lamentou.
Sem revelar o número de roubos registados até Dezembro, Salvador Rodrigues afirmou que têm-se realizado trabalhos de sensibilização, “porque o combate de tais práticas não é apenas assunto de polícia, devendo as comunidades ter a cultura de denunciar”.
O presidente da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA) lamentou, também, o difícil acesso à água e ao pasto, acrescentando que os criadores empresariais e tradicionais fazem um “grande” sacrifício para manter as manadas vivas e a multiplicarem-se de forma positiva, tendo informado que, além da conservação da biodiversidade, os criadores empresariais também protegem o parque Nacional do Bicuar de caçadores furtivos.

Sistema de ensino
Crianças de criadores tradicionais frequentam aulas em escolas construídas pelos empresários filiados na Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), na região da Tunda dos Gambos.
Segundo Salvador Rodrigues, o objectivo é melhorar a performance dos pastores, “dai termos que começar pelas crianças, dando-lhes conhecimento e experiência”.
Informou que os fazendeiros apoiam os professores que o Ministério da Educação, através da direcção provincial, coloca na região, para que se tenha no futuro uma mão-de-obra com qualidade.
Os fazendeiros, referiu, têm sido “o salva vidas” de muitas famílias que procuram água, percorrendo longas distâncias.
Explicou que durante o período de transumância, os criadores empresariais tiveram a oportunidade de conhecer criadores tradicionais de grande dimensão. “As contradições que existem têm mais a ver com o roubo de gado, do que propriamente com o acesso ao pasto ou à água, porque todos colaboramos”.
A água, reconheceu, é uma dádiva de Deus e não se pode negá-la ao vizinho ou ao próximo. Os empresários, acrescentou, trabalham bastante para minimizar os efeitos da seca.

Transumância
Salvador Rodrigues informou que, no período da seca, o município dos Gambos registou uma pressão grande de gado oriundo das províncias do Cunene e do Namibe.
Reconheceu que, em alguns casos, chegavam milhares de cabeças de gado e, às vezes, havia limitações de água.Por outro lado, disse que actualmente as comunidades que estavam em transumância, com o início da época chuvosa, começaram a regressar às suas zonas de origem.

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: