José Luís Mendonça apresenta novo livro

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Trata-se de uma versão reformulada do romance “O Reino das Casuarinas”, lançado pelo autor, em 2014. Por esse facto, introduziu no livro a seguinte nota explicativa: “Quando, em 2014, o crítico literário Rodrigues Vaz escreveu a sua recensão sobre o meu primeiro romance ‘O Reino das Casuarinas’ e o chamou de ‘uma estreia ambiciosa’, disse que, efectivamente, este é um romance ambicioso, talvez demasiado ambicioso. José Luís Mendonça quis abarcar nele muitas coisas, demasiadas coisas, e será esse o seu único defeito.”“Acatei o conselho do meu grande amigo Rodrigues Vaz. Voltei a mexer na obra e expurguei-a de muitas cenas e pensamentos que extravasavam sobremaneira o objectivo central da mesma, que era mostrar um período crucial da História de Angola, vivida por um cidadão comum e como a disputa política nesse período afectou dolorosamente uma geração completa de angolanos e mudou para sempre o curso normal da vida do país”, escreve o autor na nota introdutória.Ainda sobre a nota introdutória, continua o escritor dizendo ter “ficado intacta a utopia dos deserdados da Ilha de Luanda. E entram nesta nova narrativa acontecimentos e descrições de factos históricos omitidos na anterior, escrita ainda num tempo de excessiva auto-censura. A nova obra sai com o título inicial que havia criado em Paris, onde a escrevi, de 2010 a 2012 e, como verá quem a ler, está mais enxuta e mais fácil de seguir-lhe o fio à meada.” O livro, trata-se de um romance histórico com duas histórias narradas em paralelo. A do narrador autodiegético, Nkuku, que conta a sua experiência traumática desde o início da luta de libertação, em 1961, até 1987, e a história da fundação na Floresta da Ilha de Luanda de um reino, cuja população é composta por sete deficientes mentais, governados por uma mulher, a Rainha Eutanásia.

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