Jornalistas aguardam apreensivos resultados dos testes da Covid-19

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Uma semana depois da realização dos testes da Covid-19 aos jornalistas que fazem a cobertura das conferências de imprensa sobre a evolução da pandemia em Angola, os resultados ainda não são conhecidos, causando al-guma apreensão

O Ministério da Saúde ainda não definiu uma data para apresentação dos resultados, sublinhando que continuam a ser processados.

A situação inquieta alguns profissionais da Comunicação Social, pelo facto de o agente da Polícia Nacional contaminado, destacado no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), não ter até ao mo-mento um vínculo epidemiológico identificado.

A jornalista da TV Palanca, Neusa Camati disse estar preocupada com a situação, principalmente, pela existência de casos que até ao momento não se conhecem o vínculo epidemiológico. “Estamos a caminho de uma semana desde que o agente da Polícia Nacional testou positivo e nada se diz sobre o assunto”, referiu.

Neusa Camati tem receio do resultado do teste, por mais que as pessoas se cuidem, ninguém sabe quem está infectado.

“Acho que neste período de espera os jornalistas deviam estar em casa, estamos a trabalhar de forma muito exposta, podemos estar a infectar ou ser infectados”, considerou.

O jornalista da TPA Fortunato Ramos acredita que as amostras já foram processadas. “O que falta é notificar as pessoas testadas. Presumo que a demora deve ser em consequência dos resultados negativos”.

Acrescentou que se houvesse algum caso positivo, os resultados já teriam sido anunciados. Fortunato Ramos disse que a expectativa já reduziu. Sente-se mais tranquilo e quase que já nem pensa no assunto. Confessou que nos primeiros dois dias após o teste, ficou um pouco apreensivo, mas agora está mais tranquilo.

O profissional da TPA confessou que não sente medo do resultado. “Sinto-me preparado para qualquer resultado. O que mais me preocupa é o estigma das pessoas, caso seja um caso positivo”, realçou.

Fortunato Ramos realçou ainda que se o resultado positivo do CIAM fosse de um jornalista, a probabilidade de infectar outros seria maior, porque há muita interacção entre membros da classe.

Acrescentou, como se trata de um agente da Polícia Nacional, que normalmente não interage com os jornalistas, embora frequentem todos o mesmo local, não se justifica ainda a quarentena domiciliar ou institucional.

A jornalista Maria Texeira, do Jornal O País, considera normal a demora na entrega dos resultados dos testes dos jornalistas, tendo em conta a natureza do processo”. Afirma que aguarda sem medo pelos resultados, sublinhando que tem cumprido com as medidas de prevenção individual e colectiva. “Não tenho medo, porque sei dos riscos que corro como jornalista.

Não vejo motivos de deixarmos de trabalhar enquanto ficamos à espera dos resultados, tendo em conta que não tivemos contacto directo com o segurança que testou positivo”, considerou Maria Teixeira.

O jornalista da TV Zimbo Adilson Machado disse que a expectativa é grande e não gostaria de voltar estar nesta condição. “É difícil dormir e acordar sem saber do resultado, principalmente, sem saber se estás a colocar a vida de outras pessoas em risco. Sinto algum receio”, confessou. Acha que a equipa de jornalistas que cobre as conferências de imprensa devia permanecer num lugar específico, para evitar o risco de contágio.

Xavier António, do Jornal de Angola, lembrou que o período inicialmente anunciado pelas autoridades sanitárias para a entrega dos resultados é de 72 horas, mas já lá vai mais de uma semana e não há qualquer informação.
“Ficar sem saber dos resultados é preocupante, porque os familiares, amigos e pessoas mais próximas também estão preocupadas”.

Fonte: JA/LA

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