Importação de sal absorveu quase 16 milhões de euros

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A importação de sal absorveu perto de 16 milhões de euros em 2019, de acordo com números revelados ao Jornal de Angola pelo director nacional de Produção e Iodização de Sal, dando conta de que os países que mais exportam para Angola são Portugal, Índia, Namíbia, Paquistão e Egipto.

Osvaldo da Costa afirmou que 61 por cento das importações foram para o sector industrial e 38 por cento para o consumo humano e animal, enquanto os ramos que mais absorveram o sal importado são o petrolífero, bebidas e licores e produtos de limpeza. As autorizações para importar envolveram mais de 60 empresas.
O director nacional de Produção e Iodização do Sal considerou que, no ano passado, foi importado mais sal para consumo industrial que em 2018, devido à existência de mais unidades industriais de bebidas, detergentes, sabão e outros produtos.

Metas de produção

O Ministério das Pescas e do Mar prevê que, até 2022, a produção nacional de sal registe um crescimento médio de 148 mil toneladas de sal por ano, uma meta que se prevê seja concretizada com a implantação de 11 projectos já aprovados, dois dos quais estão em implementação e os restantes a aguardar por financiamento bancário.
Fazem parte destes projectos as salinas Tenda I e II e Pedom Empreendimentos, na província de Benguela, Tropicália, Salgar e Bentiaba II, no Namibe, Quicombo e Omatapalo, na província do Cuanza-Sul, Salframar, no Bengo, Nzeto, no Zaire, e, por último, a salina Organizações Muabi, em Cabinda.
Osvaldo da Costa garantiu que, quando estas salinas entrarem em produção, a meta do Governo é aumentar a produção de sal para mais de 300 mil toneladas por ano. “A nossa visão é atingirmos esta meta até 2023”, sublinhou Osvaldo da Costa.
Para aumentar a produção de sal e melhorar a qualidade é, ainda, necessário identificar, avaliar e catalogar a nível nacional as áreas privilegiadas para a instalação de salinas. Paralelamente, é fundamental capacitar os produtores e a força de trabalho, introduzir novas tecnologias, melhorar a rede de distribuição e electrificar as áreas produtivas.

Unidades em operação

O país tem mais de 20 salinas em funcionamento, distribuídas pelas províncias de Benguela, a liderar com sete unidades, e Namibe, com seis, havendo também algumas operacionais em Luanda, Zaire, Bengo, Cuanza-Sul e Cabinda, afirmou Osvaldo da Costa.
De acordo com o director nacional, Cabinda tem uma unidade salineira em construção e o Bengo tem dois projectos em fase de conclusão, denominados por Barreiras e Tchiome.
As unidades de produção operacionais designam-se Capulo, Natércia e Filhos, Alexandre Haus, Calombolo, Chamume, Macaca, Messada, Gengo, Rui Teixeira, Barbas, Ngola Kiluanje, Wenjy, Angosal, Bentiaba, Mucuyo, Sosal e Sal do Sol, para citar apenas alguns nomes.
O Ministério das Pescas e do Mar está a trabalhar no sentido de cumprir as orientações do Plano de Desenvolvimento Nacional, elevando a produção de sal e traçando directrizes para as unidades de produção, empacotamento, transporte e comercialização de sal.

Fonte: JA/BA

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