ICA Plano de Abastecimento de Água responde à pandemia do Covid-19

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À meia-noite de hoje começou a vigorar o Estado de Emergência e ontem foi aprovado, durante a reunião ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, o Plano de Contingência de Abastecimento de Água. O encontro decorreu no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), sob orientação do Presidente da República, João Lourenço.

O Plano visa dar resposta ao surgimento da pandemia do Covid-19, que traz à tona o défice na distribuição de água potável. O abastecimento não será 24 sobre 24 horas, por questões de ordem estrutural, embora venha a ser ampliado o número de pontos de distribuição para camiões cisternas. 
“Sabemos todos das limitações na distribuição de água em Luanda e no resto do país. Temos um deficiente de abastecimento, por força do sobredimensionamento da infra-estrutura existente, devido ao crescimento populacional”, reconheceu o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, lembrando que o plano resulta da recomendação do Conselho da República, reunido há dois dias.
O ministro explicou que o Plano de Contingência abarca acções que passam pelo reforço da capacidade técnica da EPAL e das empresas provinciais de água e saneamento, para que possam rapidamente reparar as avarias existentes na rede de distribuição, sobretudo, rupturas nas condutas e outras avarias em equipamentos, que interrompem o abastecimento de água em várias cidades, principalmente, em Luanda, Cabinda, Saurimo e Lwena. 
Em face da situação de emergência, João Baptista Borges sublinhou que o Plano de Contingência levará à mobilização de meios humanos e técnicos das empresas que trabalham para o sector, de modo a reforçar as equipas de intervenção, para um maior reforço da capacidade de distribuição de água com camiões cisternas, uma vez que parte significativa da população recorre a este tipo de serviço. 
O tarifário da água permanece inalterado e não se procederá a cortes por falta de pagamento, garantiu o ministro, que recomendou preços uniformes à água vendida pelos proprietários em camiões cisternas. 
“Há necessidade de manter e reforçar a distribuição de água às zonas suburbanas. Estamos, por isso, a mobilizar camiões cisternas, propriedade das empresas que trabalham para o sector”, afirmou. Segundo o ministro, a distribuição de água nesta fase vai incidir, com maior realce e a título gratuito, às chamadas “instalações essenciais”, designadamente, hospitais, centros de saúde, morgues, mercados informais, centros de quarentena e aos centros prisionais. 
“Essas instalações vão receber água de forma gratuita e mais regularmente com camiões-cisterna, mobilizados no âmbito do plano em curso”, referiu o ministro, para quem, a nível das províncias, o procedimento será o mesmo. 
Para garantir a distribuição, o ministro anunciou o reforço do piquete, que deve funcionar sete dias da semana e 24 horas por dia, sobretudo, na cidade de Luanda. João Baptista Borges garantiu também o aumento do número de linhas telefónicas, de uma para três, para atender às reclamações.
O Plano de Contingência levará também ao reforço do fornecimento de combustível para os sistemas de abastecimento de água nos municípios do interior, onde ainda não há existe electricidade da rede pública. 
A aquisição de produtos químicos para o tratamento da água, devido à época chuvosa, é outra acção a ter em conta no âmbito do Plano. “Há necessidade acrescida de stocks de produtos químicos, visando garantir água adequada ao consumo humano”, referiu. O ministro defendeu maior comunicação para manter a articulação do plano com as diferentes entidades envolvida.

Fonte: JÁ/Ba

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