Huíla: Cidadãos ignoram o uso de máscaras faciais e o distanciamento físico

0

O uso de máscaras faciais e o distanciamento físico, para a prevenção da pandemia da Covid-19, continuam a ser ignorados nos mercados informais e bairros periféricos da cidade do Lubango, província da Huíla.

A reportagem do Jornal de Angola constatou a existência de cidadãos que continuam a circular sem os meios de protecção, apesar das várias campanhas de sensibilização e distribuição gratuita de máscaras.



No mercado do Mutundo, de terça-feira a sábado, o movimento de vendedores e clientes é frenético. Entre eles, há vários sem máscaras e não observam a distância um do outro. O ancião Joaquim Chongolola, vendedor de medicamentos tradicionais, alegou ter esquecido de usar a máscara, antes de se deslocar ao mercado do Mutundo. “A máscara anda sempre no bolso e coloco quando chego ao mercado, porque não deixam vender sem ela”, disse.



Joaquim Chongolola conhece os riscos que corre por não cumprir com as medidas de prevenção, por isso, garantiu que fará um esforço para “não voltar a esquecer a máscara no bolso”.



António Gongenge, 19 anos, confessou ter vendido a máscara que lhe foi oferecida, por precisar de dinheiro para pagar o autocarro. “Tenho facturado alguns valores, mas nunca pensei em comprar outra máscara”, disse.



O jovem sabe que a Covid-19 é uma doença que está a matar muita gente e que em Luanda já há pessoas com a doença, mas mostrou-se despreocupado em cumprir com as medidas de prevenção, por acreditar que a pandemia “não vai chegar ao Lubango e ao seu bairro”.



Membros das associações Jovens Voluntários e Giro, Manuel Alfredo e Francisco Agostinho estão insatisfeitos com a atitude de idosos e jovens que ignoram “tudo que lhe foi transmitido nas campanhas de sensibilização sobre a Covid-19”.



Manuel Alfredo explicou que este processo já contemplou acima de 70 mil famílias, assim como favoreceu a entrega de máscaras caseiras, comercializadas ao preço de 300 kwanzas.



“Estamos a palmilhar vários pontos do município do Lubango, com realce as zonas mais recônditas, ensinando as regras de prevenção da Covid-19, com o foco no uso das máscaras, lavagem das mãos com água e sabão azul e o distanciamento entre as pessoas com uma distância de dois metros”.



Já Francisco Agostinho Alfredo considera ser necessária a intervenção da Polícia e outros órgãos de defesa e segurança, para “imporem a ordem e a observância do cumprimento rigoroso, principalmente do uso da máscara e respeitar o distanciamento no seio dos munícipes desobedientes”.

JA

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: