Hotéis dependem da capacidade financeira para reabertura em pleno

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Hotéis dependem da capacidade financeira para reabertura em pleno
O funcionamento em pleno das unidades hoteleiras e restauração, no país, depende muito, nesta fase de Situação de Calamidade Pública, da capacidade financeira, técnica e operacional dos proprietários, disse, ao Jornal de Angola, o secretário-geral da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHARA), Ramiro Barreira.

O sector, disse, tem tido mais gastos com salários dos trabalhadores e poucos ganhos devido à falta de clientes e, nesta fase, cerca de 70 por cento dos hotéis e resortsfecharam as portas.

Ramiro Barreira explicou que, no caso dos estabelecimentos hoteleiros sem fundos, dependentes grandemente de receitas, há salários por pagar, mesmo que haja a retoma do funcionamento das unidades encerradas.

O gestor lamenta o facto de o sector vir a retomar apenas, em pleno, a actividade a 15 de Agosto. Entende que a nova fase pode atenuar o sector, embora haja ainda muitas restrições.

No caso dos resorts e áreas balneares, Ramiro Barreira considera que “esta decisão de retoma só em Agosto afectará, significativamente, os banhistas, que vão à beira mar, às praias e a alguns restaurantes. Sem o acesso a essas áreas, determinados serviços não vão poder funcionar”, disse Ramiro Barreira.

Unidades abertas às petrolíferas criam condições para o público
Alguns hotéis da cidade de Luanda continuam indisponíveis ao público em geral por apenas alojarem e prestarem serviços a funcionários de empresas do sector petrolífero em quarentena.

A direcção dessas empresas, devido ao nível de exigência das companhias com a saúde dos funcionários, procuram os melhores hotéis para com isso garantir boa acomodação aos seus profissionais, o que faz com que os estabelecimentos tenham uma facturação equilibrada. São os casos dos hotéis Belo Horizonte, Pôr do Sol, Beu Mar e D&D, todos na Estrada Nacional 100, Distrito Urbano do Benfica, em Talatona, e Hotel Baía, na Nova Marginal.

O Hotel Continental não recebe mais hóspedes. Nesta altura, acolhe os que lá estavam até antes do surgimento da Covid-19 no país.
Com 83 quartos normais e 100 duplos, a direcção da unidade garante condições de biossegurança, e, deste modo, prepara mais disponibilidade de serviços ao público para os próximos dias.

O Hotel Beja, ainda no Benfica, reabre, em breve, com 30 a 40 por cento do seu efectivo de trabalhadores, para atender unicamente clientes com reservas feitas antes da fase de Estado de Emergência.

Neste momento, no hotel, a ligeira excepção que existe é a preparação de noivos e a realização de cerimónias matrimoniais. Estão, para tal, garantidas e cumpridas as condições de biossegurança determinadas legalmente para a Situação de Calamidade pelas autoridades sanitárias. O restaurante continuará fechado até novas orientações da administração da unidade.

Fonte:JA/LA

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