Festival online junta artistas da lusofonia

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O Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa (Festlip) junta de 18 a 23 deste mês, artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste para shows, leituras dramáticas, espectáculos de teatro, exibição de filmes, debates, exposição e mostra gastronómica.

O FESTLIP antecipou a sua 12ª edição para o primeiro semestre deste ano e promove a união de quatro continentes por meio de conteúdos artísticos transmitidos via internet, neste período da quarentena mundial.

Com toda a sua programação online e ao vivo disponível gratuitamente nos seus canais digitais (facebook.com/festlip e youtube.com/festlip), o FESTLIP_On terá apresentações de peças de teatro, leituras dramáticas, shows, programação infantil, filme, poesia, debates, exposição de fotos e mostra gastronómica.

Com o apoio oficial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do Instituto Camões, o FESTLIP_On oferece uma variedade de actividades durante seis dias consecutivos a partir da sua experiência no universo artístico lusófono há mais de 10 anos e, mais recentemente, nas suas plataformas digitais, que vêm ganhando protagonismo ano após ano.

“O FESTLIP_On quer promover a união de 220 milhões de amigos virtuais, falantes da língua portuguesa nos nove países lusófonos espalhados pelo mundo”. A proposta ousada de Tânia Pires, directora artística do festival e actriz brasileira, tem ganhado forma nos últimos anos. “Há algumas edições, o FESTLIP tem sido pioneiro em se utilizar da tecnologia para conectar os países de língua portuguesa. Em 2017, quando

a conectividade foi a temática do festival, fizemos a interacção ao vivo entre Angola, Moçambique, Portugal e Brasil durante a cerimónia de abertura e apresentamos um projecto único no mundo: a peça “A terceira margem do rio”, do conto homónimo de Guimarães Rosa, foi ensaiada à distância por nove actores dos nove países de língua portuguesa, sob a direcção do encenador brasileiro Paulo de Moraes. Ele será o homenageado desta edição, não apenas pelo ineditismo dessa empreitada, tão simbólica neste momento, como pela sua consistente trajectória artística”, adianta Tânia Pires.

Inédito na programação, o Festival Som da Língua reunirá músicos dos países lusófonos em “lives” abertas transmitidas pelas redes sociais do evento. Produzido pelo FESTLIP_On, sob o comando de Tânia Pires, em parceria com a Linharte Produções, dirigida pelo cantor angolano Paulo Matomina, o Som da Língua é um dos destaques desta edição.

Fazem parte da programação os cantores, compositores e instrumentistas Paulo Matomina e Abel Dueré, de Angola; a cantora brasileira radicada em Portugal Luanda Cozetti e seu grupo, Couple Coffee; o DJ Mam, do Brasil; o cantor e músico

John D’Brava, de Cabo Verde; a cantora Iragrett Tavares, de Guiné-Bissau; o cantor, compositor e baterista Otis Selimane, de Moçambique; o cantor, compositor e multi-instrumentista Yami, de Portugal, e o cantor, compositor e guitarrista Tonecas Prazeres, de São Tomé e Príncipe.
O Som da Língua acontece nos dias 18 e 20 deste mês, com três artistas por dia, em apresentações de 15min cada. Ao final, haverá um bate-papo entre os músicos.

No dia 18, por altura da abertura, o FESTLIP_On disponibiliza a sua produção do espectáculo teatral “A terceira Margem do Rio”, de Guimarães Rosa. A peça conta com atores dos nove países da língua portuguesa e foi dirigida por Paulo de Moraes de maneira inédita: os ensaios aconteceram no período de um mês, através do Skype, e o espectáculo foi montado presencialmente em cinco dias, no Brasil, em 2017.

Fonte: JA/BA

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