Falta de água mata 93 bovinos na Canjala

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Noventa e três cabeças de gado bovino da cooperativa agro-pecuária Chain morreram, este ano, devido à insuficiência de pontos de água para o abeberamento das manadas na comuna da Canjala, município do Lobito, em Benguela.

A informação foi avançada à imprensa pelo presidente da cooperativa, Moisés Kinda Pedro, apontando devido às extremas dificuldades em termos de água para dar de beber aos animais e as longas distâncias percorridas.

Dado a situação, disse que os criadores de gado são obrigados  a percorrer mais de 15 quilómetros para atingir o rio e durante o percurso muitos bovinos morrem por causa das longas distâncias.

Apontou o recurso a moto-cisternas como uma alternativa que tem ajudado a minimizar o quadro, pois que transportam água para o abeberamento das manadas, embora insuficiente para atender a demanda do rebanho na comuna da Canjala.

“O rio muito é distante e o gado perde o físico e morre de sede”, queixa-se o líder da cooperativa Chain, lembrando que a escassez de água e as longas caminhadas são as razões por detrás das crises sanitárias que matam o gado.

Já no capítulo da vacinação, Moisés Kinda Pedro deu nota positiva ao trabalho da equipa municipal do Lobito, que de três em três meses tem passado pela comuna da Canjala para imunizar os animais contra o carbúnculo sintómatico e dermatite nodular, entre outras zoonoses.

Além dos bovinos, que começaram com 500 até chegar as três mil cabeças, indicou que a cooperativa Chain também teve perdas acima de 200 caprinos, dos 10 mil existentes, além de uma quantidade incontável de suínos.

Estimativas avançadas dão conta da existência de mais de 15 mil cabeças de gado bovino, mais de 20 mil caprinos e 10 mil suínos, na comuna da Canjala, a 85 quilómetros a Norte do município do Lobito.

Angop

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