Faleceu Dom Óscar Braga

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Em declarações à imprensa, a propósito do infortúnio, o director provincial da Saúde em Benguela, Manuel Cabinda, lamentou o sucedido e explicou que Dom Óscar Braga era um paciente por quem tinham muito carinho e merecia sempre uma pronta atenção.

“Durante algum tempo, foi seguido nas nossas unidades hospitalares, pois tinha as suas cormobilidades. Infelizmente, hoje chegou aos nossos serviços de urgência já em paragem cardiorrespiratória”, explicou.

Apesar das manobras de ressuscitação, disse, não foi possível evitar o pior, tendo em conta que chegou já numa situação extremamente delicada.

Entretanto, o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, lamentou já a morte de Dom Óscar Braga, considerando-o um homem tremendo, de crença.

“Fui chefe nacional dos escuteiros durante muitos anos e ele era o meu conselheiro principal. Para além de tudo era o nosso bispo, a nossa referência, por isso é uma dor tremenda”, desabafou o governante.

Dentre os ensinamentos de dom Óscar Braga que devem ser perpetuados, Rui Falcão destacou a honestidade, humildade, a fraqueza, a fé num futuro e num país melhor.

“O país está todo recolhido por razões que todos dominam e perder Dom Óscar nestas circunstâncias ainda é mais difícil. Mas, Deus escreve direito por linhas tortas e só temos que aceitar o destino”, concluiu.

Perfil

Óscar Lino Lopes Fernandes Braga nasceu em Malanje, a 30 de Setembro de 1931. Entrou para o seminário já com o ensino superior e ordenou-se padre em 1964, sendo que dez anos depois foi ordenado Bispo, em Malanje.

Em 1975, assumiu a Diocese de Benguela até 2008, altura em que foi substituído por Dom Eugénio Dal Corso.

Ordenou mais de 300 padres. Nos seus 33 anos de missão episcopal, saíram três bispos da Diocese de Benguela: José Nambi, Mário Lukundi e Emílio Sumbelelo.

Angop

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