Facebook quer ajudar políticos e eleitores a interagir

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O Facebook quer ser visto como uma fonte de informação credível que motiva os utilizadores a envolverem-se mais na vida política. Esta quarta-feira, a empresa lançou três novas funcionalidades – por enquanto, exclusivamente para os Estados Unidos – para aumentar o nível de envolvimento político dos cidadãos ao conectá-los mais facilmente com os seus representantes políticos.

A intenção foi apresentada em Fevereiro, num manifesto com perto de seis mil palavras, no qual Mark Zuckerberg definia os seus objectivos sobre o futuro da rede social: “Podemos estabelecer um diálogo e um sentido de responsabilização directo entre as pessoas e os líderes que elegemos”, escreveu  o presidente executivo do Facebook.

As novidades agora anunciadas fazem parte desse projecto. Os utilizadores nos Estados Unidos passam a conseguir adicionar um emblema que confirma o distrito a que pertencem. Isto permite que os representantes políticos associados a esse local possam ser marcados nas publicações dos utilizadores sobre política. Ao marcar um político específico, o utilizador consegue aceder ao seu contacto directo, ou a uma hiperligação para a sua página do Facebook.

O emblema também deixa que os políticos saibam se os comentadores das suas publicações fazem parte do seu distrito eleitoral, e definam essas pessoas como a audiência que deve ver as informações que divulgam na rede sociail. Há também a possibilidade de pesquisar histórias populares num determinado distrito

Estas novidades estão todas integradas na plataforma Town Hall, lançada em Março para os cidadãos dos EUA acederem mais facilmente a informação sobre as políticas e receberem notificações sobre as datas das eleições.

Para Zuckerberg é importante que a rede social se transforme num local que “une as pessoas à medida que enfrentam políticas cada vez mais fracturadas e um sentido de anti-globalização” onde as pessoas têm uma voz e estão envolvidas no futuro da sua comunidade (que deve ser cada vez mais aberta e conectada).

As novas funcionalidades também pretendem reabilitar a imagem do Facebook como uma boa fonte de informação política após as críticas recorrentes sobre a influência da rede social na disseminação de informação incorrecta e notícias falsas.

Apesar da controvérsia, Zuckerbeg continua a ver o Facebook como uma plataforma para motivar o envolvimento na política. Segundo dados do próprio, o ano passado a rede social ajudou mais de dois milhões de pessoas a registarem-se para votar. “Em todas as eleições no mundo, continuamos a melhorar as nossas ferramentas para ajudar mais pessoas a registarem-se e a votarem. Esperamos que eventualmente possamos habilitar mais centenas de milhões de pessoas a votar nas eleições, em todos os países democrático do mundo”.

 

Fonte: o Público/BA

 

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