Fábrica de vidros paralisada por falta de manutenção

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Cerca de um milhão de dólares é quanto está avaliado os prejuízos resultantes da paralisação da denominada Fábrica de Vidros do Kikolo (FVK), a única indústria do género que estava em funcionamento no mercado nacional.

A informação foi prestada na última quarta-feira, em Luanda, pelo administrador da unidade, Alexandre Portugal. Localizado no distrito de Cacuaco, a empresa, que fornece a esta matéria-prima está paralisada desde o princípio deste ano por falta de manutenção nas suas máquinas de alta tecnologia, essenciais e determinantes na produção de vidros usados principalmente na construção civil.

Portugal garantiu que a ausência dos técnicos estrangeiros em Angola, nesta altura, por motivo da proibição de circulação devido à Covid-19, dificultou todo o processo de trabalho que forçou a uma interrupção devido a incapacidade desta tecnologia de ponta que carece de revisão períodicas para que correspondam às exigências.

Não chegaram ao país antes da implementação do Estado de Emergência, logo o encerramento das fronteiras e os cancelamentos dos voos internacionais, estão na origem da paralisação e falta de produção para o mercado de construção de obras. Alexandre Portugal diz temer que este valor em termos de prejuízos suba nos próximos tempos, por inexistência de um horizonte temporal para o levantamento desta medida constante do decreto presidencial nº128/20, mas que verifica com todos os países, excepto à realização de voos com carácter humanitários.

Os técnicos são de nacionalidade Finlandesa e a solução passa, grosso modo, pelo regresso destes e tão logo a situação se normalize, queixou-se. A unidade tem abastecido o mercado nacional e com uma procura aceitável, pois a matéria-prima é tida como de uma especialização, quer em vidros temperados, medições de obras, espelhos, vidros liso, vidros duplo, quer de vidros laminado e cortes. O responsável da fábrica adiantou que, neste momento, a vidreira está impossibilitada em dar sequência ao seu objecto social, implicando desta forma provocar prejuízo em muitas obras de construção em curso.

Vínculo laboral 


Em consequência a pandemia, a Administração da empresa vidreira em causa interrompeu de forma temporária o vínculo laboral com os 25 trabalhadores que asseguram a produção. Portugal justifica que tão-logo que “a situação esteja resolvida, todos os trabalhadores vão retomar os seus postos e dar continuidade ao projecto de fabrico de vidros e retomar as vendas”.

Com um volume de negócios avaliado em 4 milhões de dólares desde 2014, por causa da crise financeira mundial, a fábrica foi registando quedas, calculadas em 15 por cento, todos os anos. Está há dez anos no mercado angolano e os investimentos feitos estiveram na ordem dos dez milhões de dólares. Soube-se ainda de que é a primeira e única fábrica de vidros temperados em Angola e uma de poucas do continente africano.

JA

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