Fábrica de oxigénio no Lobito continua paralisada por falta de energia

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A produção de oxigénio na fábrica da Sociedade Angolana de Gases Comprimidos (Angases), no município do Lobito, em Benguela, está paralisada há três anos, por falta de energia eléctrica de alta tensão, disse nesta quarta-feira, o seu representante local, Samuel Polo.

Em declarações ontem à Angop, Samuel Polo esclareceu que a Angases no Lobito deixou de produzir oxigénio desde 2016, depois de uma avaria no gerador de energia de mil kva, única fonte de fornecimento de energia àquela unidade fabril.

Segundo o interlocutor, tudo indica que a unidade fabril volte a funcionar ainda este ano, já que está previsto a ligação de energia a partir da rede pública, capaz de alimentar a sua linha de enchimento de oxigénio.

Samuel Polo disse que a empresa vive dificuldades financeiras que levaram ao atraso da reparação do gerador e que, por isso, as esperanças para voltar a produzir oxigénio estão depositadas no fornecimento de electricidade da rede pública, numa altura em que os trabalhos de avaliação já estão em curso.

A paralisação da maquinaria, ressaltou, condiciona o fornecimento do produto às unidades hospitalares e industriais da região, a tempo e horas, deixando a empresa numa situação de insolvência, facto que está a reflectir negativamente na facturação.

Aliás, de acordo com Samuel Polo, este cenário obriga a Angases no Lobito a “importar” mensalmente 300 garrafas de várias dimensões, da sua representante na província do Huambo, na tentativa de satisfazer minimamente as necessidades dos clientes.

Deu a conhecer, por outro lado, que a unidade procura retomar, aos poucos, desde o início deste mês de Fevereiro, a produção do gás acetileno, com recurso a um gerador de baixa potência, na tentativa de evitar a paralisação total.

Com capacidade instalada para produzir 20 mil litros de oxigénio por mês, tendo como principais clientes as unidades hospitalares e industriais na província de Benguela, a fábrica da Angases no Lobito tem também linhas de produção de acetileno e azoto.

Fonte: Angop/LD

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