Exército da RDCongo apresenta grupo armado que terá cometido massacres

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As forças armadas congolesas referem que estas 36 pessoas são membros do grupo armado ugandês Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla inglesa), que terá conduzido os vários ataques na região.
“Estes terroristas foram capturados durante operações de grande envergadura lançadas desde 30 de outubro no território de Beni. Agora temos uma ideia exata destes criminosos”, afirmou o porta-voz do exército congolês, o general Léon-Richard Kasonga.
“Registámos revelações condenáveis contra políticos, comerciantes, líderes de movimentos civis em Beni, Butembo, Goma e até Kinshasa, que terão comandado os massacres em Beni”, disse, sem citar nomes.
Entre os capturados estão 22 ugandeses, três tanzanianos, três quenianos, dois ruandeses, um centro-africano e um burundiano, assim como quatro cidadãos da RDCongo.
Beni tenta recuperar de um período em que foi alvo de vários ataques atribuídos às ADF e durante o qual morreram mais de 100 pessoas no espaço de um mês.
As ADF foram criadas como um movimento rebelde muçulmano ugandês e têm sede no leste da RDCongo, onde estão há cerca de 25 anos, conduzindo ataques a civis em áreas remotas e de difícil acesso para as forças de segurança.
Este grupo é acusado de matar, desde outubro de 2014, mais de mil civis na região de Beni.
Desde outubro que o exército congolês tem desenvolvido operações militares contra as ADF e outros grupos armados na região, o que provocou uma resposta por parte destas milícias.
A organização local Centro de Estudo para a Promoção da Paz, Democracia e Direitos Humanos (Cepadho) estima que esta resposta tenha provocado a morte de 221 pessoas.
A presença das ADF e os seus ataques em Beni levaram a uma onda de contestação contra a missão das Nações Unidas na RDCongo, a MONUSCO, com os congoleses a acusarem esta força de inação perante a atividade dos grupos armados.

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