Executivo está a cumprir as exigências da UNESCO

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O Executivo está a realizar várias acções, no cumprimento das exigências feitas pela UNESCO, para evitar que o Centro Histórico de Mbanza Kongo, elevado a Património da Humanidade em 2017, entre para a “lista negra”, afirmou, quarta-feira, a vice-governadora para o sector político e social do Zaire.

Falando no acto provincial do Dia da Cultura Nacional, Fernanda Guerra frisou que já foi lançado um concurso público para encontrar a empresa que vai construir o novo aeroporto, na localidade do Nkiende II, a 32 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo. 
“Está a ser removida a antena da Angola Telecom e decorrem ‘démarches’ para fazer o mesmo à da Rádio Nacional de Angola (RNA). O regulamento urbanístico do Centro Histórico está concluído, faltando a aprovação e apresentação”, disse a vice governadora.
No mesma cerimónia, realizada no Museu dos Reis do Kongo, o coordenador do núcleo das autoridades tradicionais do Lumbu, Afonso Mendes, sublinhou que Angola possui muitas riquezas, “sobretudo ligadas à cultura, tradição, culinária e língua materna”.
Segundo Afonso Mendes, quem ignora a língua materna não tem tradição, nem história para contar. “Devemos transmitir os conhecimentos às novas gerações, como os nossos pais procederam. Temos de cuidar da nossa Casa da Cultura, não só o Kulumbimbi, o cemitério dos Reis, Mpindi Dya Tadi e o tumulo da Mamã Mpolo, mas, também, das infra-estruturas construídas pelo Executivo”, alertou.
Um canto ao meu Kongo
Fragata de Morais realizou, quarta-feira, na Cidade Histórica de Mbanza Kongo, uma sessão de venda e assinatura de autógrafos, do livro “Um canto ao meu Kongo”, com tradução na língua kikongo “N’kunga Kwa kongo dya me”.
Publicado pela Editora das Letras, o livro, com 33 páginas, retrata várias personalidades do antigo Reino do Kongo, entre as quais Nsako Nevunda, Kimpa Vita e D. Afonso I.
“Esta é a minha maneira de contribuir para a divulgação do legado deixado pelos nossos heróis que representam a realidade do Reino do Kongo, de modo a servir de manual de consulta à juventude sobre a origem, organização e cristianização deste importante reino de África do século XIV”, disse. 
Fragata de Morais agradeceu a colaboração da Igreja kimbanguista, na tradução do livro de português para kikongo. O escritor, de ascendência Kongo, sendo a mãe do Nzeto, província do Zaire, e pai do Uíge, garantiu que todos os falantes de kikongo conseguem ler o livro, publicado no ano passado, com tiragem de três mil exemplares.

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