Ex-refugiado angolano transmite experiência em fórum continental

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Um angolano, antigo refugiado na Namíbia, foi quinta-feira um dos principais oradores, no encontro sobre Solidariedade Global, que está a ser co-realizado pela União Africana (UA) e Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em Kigali (Rwanda), no qual participa uma delegação da Representação Permanente de Angola Junto da UA e Embaixada na Etiópia.

No painel “Solidariedade e Parcerias Continentais e Regionais”, Valdemar Undji foi prelector do tema “Integração Local como Exemplo de Solidariedade Continental: Uma Perspectiva Pessoal”, refere em nota o Serviço de Imprensa da Embaixada de Angola na Etiópia.
Na dissertação Valdemar Undji enalteceu o apoio do governo namibiano e do ACNUR aos refugiados, que no seu caso resultou numa formação superior em Economia.
O angolano, de trinta anos, que lecciona Economia na “Universidade da Namíbia”, onde se formou, apelou aos governos dos países acolhedores africanos no sentido de integrarem socialmente os refugiados, de forma total, para que estes prosperem, constituindo uma solução duradoura e com benefícios mútuos.
Valdemar Undji referiu que recentemente foi convidado pela pimeira-dama namibiana a visitar o “Osire Refugee Camp”, onde, em 1996, entrou como refugiado, com seus pais, mas desta vez para compartilhar a sua trajectória e transmitir esperança a pessoas na sua anterior condição.
Chegado a Namíbia com três anos de idade (em 1992), em consequência da guerra que Angola enfrentava, optou por continuar naquele país fronteiriço, tendo beneficiado, a partir de 2014, do estatuto de residente permanente, apesar das “condições já favoráveis” em Angola, como admitiu.
Durante dois dias mais de uma centena de delegados de todo o continente, entre embaixadores e outros diplomatas, está reunida na capital rwandesa, num Encontro Consultivo sobre Solidariedade Global e Partilha de Responsabilidades para Combater as Causas do Deslocamento Forçado e encontrar Soluções em África: Apoio Local, Inclusão sócio-económica e Soluções Duradouras.
Na sessão de abertura, a ministra de Gestão de Emergências do Rwanda, Germaine Kamayirese, apelou para a necessidade de uma maior partilha de responsabilidades para com os refugiados, nomeadamente no seu acolhimento e integração.

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