Europa prepara-se para a segunda vaga do vírus

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A Europa está, em grande medida, desconfinada. Enquanto as restrições vão sendo levantadas e as pessoas vão voltando à vida que tinham antes do início da pandemia, os governos mantêm a prudência, até porque o perigo de uma segunda vaga está bem presente.

O número de mortes e de casos diários está agora bastante abaixo do que era no pico da pandemia, mas em vários países o fator de transmissão subiu desde o fim das restrições. Voltar atrás com as medidas de confinamento não é uma hipótese a descartar. Já os hospitais estão agora bastante mais preparados.

Maurizio Cecconi, médico do Hospital Universitário Humanitas em Milão, explica: “Estamos prontos para os pacientes da segunda vaga. O que aconteceu no início da epidemia é que foram apanhados de surpresa. Trabalharam com base em dois princípios: O primeiro é conter a infeção na comunidade e no hospital, porque não se podem permitir ter a infeção disseminada nos hospitais. O segundo princípio é estarmos prontos para aumentar a capacidade das Unidades de Cuidados Intensivos e outras camas para tratar pessoas em estado grave, caso haja uma segunda vaga”.

Estamos prontos para os pacientes da segunda vaga.

Maurizio Cecconi
Médico, Hospital Universitário Humanitas – Milão

Durante a primeira vaga da epidemia, sobretudo no pico atingido no final de março, os hospitais de Itália ficaram saturados e o número diário de mortes atingiu proporções gigantescas. A Itália foi o primeiro país na Europa a ser atingido em força pelo vírus. A comunidade médica acredita que, caso haja uma segunda vaga, a situação será mais fácil.

Jozef Kesecioglu, presidente da Sociedade Europeia de Medicina de Cuidados Intensivos diz que têm consciência daquilo de que estão à espera, mas esperam que a segunda vaga não seja tão grave como a primeira. Há um plano, tanto ao nível dos governos nacionais como dos governos locais e dos hospitais para que haja camas extra. Diz:” Sabemos em que direção ir no caso de uma segunda vaga. Temos todo o equipamento necessário. Mas, mais importante ainda, temos o pessoal médico necessário para tratar dos pacientes”.

Portugal é um exemplo de como os governos têm, por vezes, de dar passos atrás. Foi o que aconteceu com o regresso de algumas medidas de contenção na Grande Lisboa, zona que concentra o maior número de novos casos de Covid-19 em Portugal. Esta quarta-feira, a DGS anunciou três novas mortes e 367 novas infeções, a grande maioria das quais na zona da capital.

Fonte: EURONEWS/BA

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