Estados e farmacêuticas arriscam milhões em busca de vacina para a Covid

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O surgimento de uma crise sanitária de escala mundial fruto da disseminação do novo coronavírus por todo o globo, uma doença que ainda não tem cura conhecida, levou governos e farmacêuticas a dedicarem grande parte dos seus orçamentos a esforços para obter uma vacina.

Sem horizonte estabelecido para a descoberta deste tratamento, as economias de estados e empresas privadas adaptaram-se e convergiram para acelerar este processo.

Esta segunda-feira, a Reuters faz um ponto de situação sobre este tema, lembrando que a prioridade de praticamente todas as farmacêuticas é, neste momento, descobrir uma vacina.

“A crise no mundo é tão grande que cada um de nós terá que correr o risco máximo agora para acabar com esta doença”, afirmou Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson, empresa que fez uma parceria com o governo dos Estados Unidos para um investimento de mil milhões de dólares para acelerar o desenvolvimento e a produção de uma vacina ainda não comprovada. 

Com prognóstico reservado quanto ao desenvolvimento eficaz deste medicamente, Stoffels à Reuters, alega que se a vacina por eles investigada não tiver sucesso “será muito mau”.

De acordo com o noticiado pela Reuters, apenas 6% dos candidatos a vacinas acabam por chegar ao mercado, num processo que, por norma, não atrai grandes investimentos até que os testes mostrem que é provável que um fármaco funcione de forma eficaz.

“Queremos fazer investimentos iniciais, de risco, mesmo antes de sabermos que as vacinas funcionam, para poder (imediatamente) fabricá-las numa escala de dezenas ou centenas de milhões de doses”, afirmou Richard Hatchett, médico que dirigiu a política de saúde norte-americana aquando do surto pandémico de gripe A nos Estados Unidos. 

Neste momento, segundo o reportado, estão em desenvolvimento, em todo o mundo, mais de 100 vacinas, sendo que a desenvolvida pela Johnson & Johnson é uma das mais prometedoras. “Até o final do ano, saberemos se ele protege os seres humanos”, disse Stoffels, diretor do departamento de investigação científica da J&J..

Fonte: NM/BA

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