Estado encaixa 19 mil milhões de kwanzas em contratos de privatização

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Os contratos foram subscritos pelo presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Patrício Vilar, e representantes das empresas adjudicatárias, nomeadamente, a Pérola do Kikuxi, Telegest, Sociedade Agro-pecuária do Bailundo, bem como os grupos Edson Droves e FF Empreendimentos, num acto marcado pela observação de medidas de protecção contra o novo coronavírus.
As adjudicações constituem o desfecho de um concurso público lançado em Junho do ano passado para a passagem das sete unidades públicas para o capital privado, uma operação que, em Agosto, viu o prazo de abertura das propostas prorrogado para Outubro, quando os resultados foram anunciados.
A Pérola do Kikuxi, representada no acto de assinatura dos contratos pela administradora Elisabeth Dias dos Santos, adquiriu o capital do Matadouro Modelar de Luanda, avaliado em 600,5 milhões de kwanzas, bem como o Complexo de Silos de Catete, de 1.330 milhões de kwanzas. O administrador da Telegest José Alexandre da Silva subscreveu a compra do Matadouro Modelar do Porto Amboim, enquanto a Sociedade Agro-pecuária do Bailundo, representada por Jaime Pereira, tomou o Matadouro Industrial de Camabatela por 2.500 milhões de kwanzas.
O Grupo Edson Drove, representado por Edson de Carvalho, assinou pela compra do Entreposto Frigorífico de Caxito, orçado em mais de 700 milhões de kwanzas, e a fábrica de Tomate e Banana de Caxito, cifrada em mais de dois mil milhões de kwanzas, ao passo que Fernando Ferreira, da FF Empreendimentos, rubricou a compra da Fazenda Agro-industrial de Camaiangala, localizada na província do Moxico, por cerca de 8.900 milhões de kwanzas.
Os activos faziam parte do Concurso Público 5/2019, que incluía ainda o Matadouro Modular de Malanje, uma fábrica de latas, outra de processamento de tomate e o Entreposto Frigorifico de Dombe Grande, a fábrica de processamento de tomate e o Entreposto Frigorífico do Namibe, bem como os complexos de silos da Caconda, Caála, Catabola, Ganda e Matala.
O IGAPE revelou que estes últimos empreendimentos tiveram licitações ou propostas de aquisição situadas abaixo dos valores determinados, os quais não foram aceites pela Comissão de Negociação nomeada para orientar o processo

Jornal de Angola

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