Erradicado mais um tipo do vírus da poliomielite

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No Dia Mundial da Poliomielite, a Organização Mundial de Saúde declara a erradicação de mais um tipo de vírus da poliomielite. Atualmente, a poliomielite está presente em dois países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declara esta quinta-feira a erradicação de um dos tipos de vírus da poliomielite, um dia histórico, segundo a Direção-Geral de Saúde, no combate a esta doença contagiosa que pode causar a morte.

“Estamos muito satisfeitos por hoje, Dia Mundial da Poliomielite, poder anunciar juntamente com a Organização Mundial da Saúde [OMS] que o vírus pólio 3 também já está erradicado“, tal como já tinha acontecido como o vírus denominado pólio 2, disse à agência Lusa a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Atualmente, a poliomielite apenas está presente em dois países do mundo: Afeganistão e Paquistão, onde há algumas dezenas de casos causados pelo vírus pólio 1, o único dos três tipos de vírus que falta erradicar. “São países profundamente pobres, com conflitos há muitos anos e são países extensos, remotos, onde não é fácil chegar ajuda externa”, explicou.

Graça Freitas salientou que “quando estas duas bolsas de vírus pólio 1 forem erradicadas, pode então dizer-se que deixou de haver pólio no planeta”.

O feito esta quinta-feira anunciado é “uma conquista muito grande da humanidade” na luta contra uma doença que “matava milhares e milhares de crianças em todo o mundo e deixava milhares e milhares com paralisia para o resto da vida”. “É um combate por passos e hoje é de facto um passo histórico porque ficaremos com dois dos três vírus da pólio erradicados em todo o mundo”, vincou.

Agora “todas as atenções estão viradas para o Afeganistão e para o Paquistão para se perceber se vai ser possível [erradicar a doença do planeta]. Estamos em crer que sim, é uma questão de tempo“, considerou.

Segundo Graça Freitas, o que não pode agora acontecer é os restantes países do mundo descurarem as medidas de combate à doença, que tem como principal arma a vacinação.

“Mesmo não tendo a doença, temos de continuar a vacinar, a vacinar, a vacinar, até que um dia possamos dizer que desapareceu como aconteceu com a varíola, que em 1980 foi dada como erradicada em todo o mundo”, defendeu.

Recordando à Lusa como começou a luta contra a pólio, Graça Freitas contou que um dos grandes impulsionadores foram os Estados Unidos na década de 50 do século passado, altura em que “a poliomielite era a doença que mais assustava os pais e as pessoas em geral, porque afetava crianças muito pequenas e causava mortes e paralisia infantil“.

O Presidente norte-americano Franklin Roosevelt, que tinha sido vítima da doença e estava numa cadeira de rodas, decidiu fazer um grande investimento. “Foi a primeira vez que se fizeram campanhas enormes na televisão para recolha de fundos” para a investigação e descobriram-se duas vacinas na década de 50 que foram introduzidas à escala mundial.

Fonte: Obesrvador/BA

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