EPAL quer estancar transbordo de água em infra-estrutura no Quicolo

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Um estudo para resolver o problema da drenagem das águas que transbordam da Chaminé de Equilíbrio, no bairro do Quicolo, município de Cacuaco, em Luanda, está a ser realizado pela Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL), segundo o presidente do Conselho de Administração da EPAL, Diógenes Diogo.

Em declarações à imprensa, sobre a situação da Chaminé de Equilíbrio EPAL, que está a causar transtornos aos moradores da zona onde está instalada a infra-estrutura, o responsável disse que, de forma geral e tendo em conta os trabalhos em curso, os benefícios desta empreitada serão vistos nos próximos dias.

“É uma questão de um processo que está a ser realizado. Já vimos que há uma acção de retorno e estamos a fazer a verificação para ver se a jusante não há uma outra situação, mas praticamente vamos juntar a isto os volumes de água que a estamos a produzir”, esclareceu.

Tecnicamente, continuou, a EPAl tem feito avaliações e neste momento está a tomar outras medidas e como resultado diminuiu a frequência do equipamento e nesta noite não se verificou transbordo de água.

Informou que fruto do trabalho para reverter a situação, a empresa está adoptar uma nova forma de gestão dos três reservatórios adjacentes à estação de Quifagondo.

Fez saber que foram realizadas várias intervenções, mas com o aumento do volume de produção de água para a cidade de Luanda, a frequência de acções na chaminé alterou, mas o estudo vai continuar até que se encontrem outras medidas adicionais para estancar definitivamente a situação.

Em relação aos moradores que passam por uma situação de risco, lembrou que a EPAL já havia se reunido com o responsável local de Energia e Águas e decidiu-se efectuar o realojamento dos habitantes num outro local.

Segundo Diógenes Diogo, o realojamento só não aconteceu na altura por desentendimento com os moradores que exigiam da administração local a distribuição de casas ao invés de terrenos.

A Chaminé de Equilíbrio da EPAL tem como função fazer respirar a conduta adutora, devido a pressão da água.

Foi construída em 1971, mas o crescimento da cidade, sobretudo as construções anárquicas, influenciaram o normal funcionamento do equipamento, cuja vala de drenagem se encontra em quintais erguidos à sua volta.

Fonte: Angop/LD

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