Endiama procura colocar Angola entre os três maiores produtores mundiais

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A Endiama está empenhada em procurar parceiros internacionais de forma a garantir que Angola, em breve, passe a ocupar um lugar entre os três maiores produtores mundiais de diamantes, disse o seu presidente do conselho de administração.

Em entrevista ao Financial Times, em Joanesburgo, África do Sul, José Manuel Ganga Júnior, disse que o plano prevê levar o país do actual 7º lugar para o top 3 dos maiores produtores mundiais de diamantes, o que implica chegar a 2022 a produzir mais de 14 milhões de quilates por ano.

Actualmente, Angola produz anualmente cerca de 9 milhões de quilates, o que faz do país um dos grandes produtores mundiais mas longe do top 3, que é ocupado pela Rússia, em primeiro lugar, seguido do Botsuana, depois vem a República Democrática do Congo (RDC). A Austrália, o Canadá e o Zimbabué são ainda concorrentes nesta competição.

Recorde-se que a Rússia, segundo números de 2014, produziu mais de 39 milhões de quilates, o Botsuana passa ligeiramente os 23 milhões, enquanto a RDC, sem números oficiais fiáveis, deverá ter uma produção a rondar os 15 milhões de quilates, numa grande percentagem oriundos do garimpo artesanal e muito deste ilegal, por isso fora das contas oficiais.

Para ultrapassar estes três produtores, Angola vai precisar de ver o projecto mineiro do Luaxe activo, sendo que a russa Alrosa já avançou como estimativa para esta mina, o 4º maior kimberlito do mundo, situado na Lunda Sul, próximo da Catoca, a presença de quilates no valor de 35 mil milhões USD, podendo levar a que o país, com a sua produção anual estimada de 10 milhões de quilates, mais que duplique a actual produção quando em plena actividade.

Mas, além da gigante russa Alrosa, o Governo angolano precisa de atrair outros investidores, tendo, para isso, produzido fortes alterações à anterior legislação, sendo o toque mais notado a liberalização das vendas que estava, até há pouco tempo sujeitos à lógica do comprador preferencial, que o PCA da Endiama estima que tenha levado a empresa a perder uma média anual de 300 milhões USD.

Os parceiros que o país precisa devem, avançou Ganga Júnior, “contar com capacidade financeira e know how” para o efeito, contando com “agora maior transparência no sector e maior eficiência” da legislação aplicada com a chegada do Presidente João Lourenço ao poder.

Fonte: NOVOJORNAL/BA

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