Empresas chinesas em Angola com perdas de 500 milhões de dólares

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As empresas chinesas que operam em Angola registam, até ao momento, uma queda no volume de negócios a oscilar entre os 350 e 500 milhões de dólares face às restrições das actividades provocadas pela pandemia da Covid-19.

O vice-presidente da Câ-mara de Comércio Angola-China, Francisco Shen, em entrevista ao Jornal de Angola, informou que, em 2019, o vo-lume de negócios atingiu 2,86 mil milhões de dólares e o investimento das empresas 206 milhões de dólares. “O surto repentino da pandemia está a ser insuportável. A situação económica das empresas chinesas em Angola está a piorar. Se a situação não melhorar, essas perdas vão ultrapassar os 500 milhões de dólares”, disse.

Francisco Shen aclarou que o primeiro trimestre deste ano está a ser caracterizado por perdas sucessivas nos negócios em todas as empresas privadas e estatais da China em Angola.Devido ao surto e situação económica, o número de cidadãos e empresários chineses em Angola é inferior a 50.000 dos 200 mil registados até final de 2019.

“Várias empresas chinesas que regressaram à China participaram de forma activa na transformação e modernização do país, nos sectores da construção civil, indústria, agricultura, pesca, mineração, educação, comércio e restauração”, acentuou. A queda vertiginosa do preço do petróleo impulsionou a paralisação dos projectos de construção de infra-estruturas. Fruto disso, as empresas de construção civil optaram pela retirada do mercado ou transformação das suas actividades.

Segundo o responsável, em 2019, todas as empresas chinesas sobreviveram às dificuldades mesmo com as restrições no acesso às divisas, e nessa altura em que a pandemia prevalece, quase todos os negócios, cooperações e intercâmbios estão suspensos. “Os investimentos estão suspensos em função da situação da desvalorização da moe-da nacional e o custo de produção que está cada vez mais elevado”, esclarece. Neste momento, segundo afirma, as empresas querem garantir apenas o pagamento de impostos e as obrigações com os funcionários.

JA

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